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Notícias Ciro Gomes votou no Ceará, confiante em sua participação no segundo turno

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Ciro Gomes votou em Fortaleza, no Ceará. (Foto: Heloisa Cristaldo/Agência Brasil)

O candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), votou neste domingo em Fortaleza, no Ceará. Na chegada à zona eleitoral, ele disse estar confiante de passar para o segundo turno das eleições. Em pesquisa divulgada no sábado pelo Instituto Datafolha, o candidato aparece em terceiro lugar com 15% das intenções de votos válidos, atrás de Bolsonaro (40%) e Haddad (25%).

“Vou no segundo turno fazer uma campanha diferente de todas as que o Brasil já assistiu, porque se eu chego ao segundo turno é porque o povo brasileiro decidiu derrotar os poderosos do baronsto financeiro, banqueiros, dos partidos políticos tradicionais, da roubalheira, da concentração de mídia e portanto é uma revolução que o povo brasileiro está pedindo”, afirmou. “O que eu vou fazer é uma revolução no Brasil”.
No sábado à noite, Ciro encerrou a campanha em uma caminhada na cidade Sobral, reduto eleitoral de sua família e administrada atualmente por seu irmão, Ivo Gomes. Ao discursar, voltou a dizer que é o único que pode “vencer o ódio e unir a família brasileira”.

“Eu sou o único que vence o Bolsonaro e o Haddad com larga folga e eu não quero fazer isso contra ninguém. Eu quero fazer isso para unir o povo brasileiro e dar esperança para o povo brasileiro”, disse.

Trajetória

“Se você vir um tatu em cima do toco, é porque alguém botou.” A imagem foi usada, com sucesso, durante toda a campanha de Ciro Gomes. A metáfora tinha como objetivo explicar que os principais problemas do País não surgiram do acaso.

Nas eleições 2018, assim como na anedota do tatu, Ciro também foi “colocado” em uma posição na qual provavelmente não chegaria sem a força irresistível das circunstâncias. Ciro não se transformou naquele que prometeu “acabar com a polarização odienta” ou no político que se declara “nem petista nem antipetista” por acaso. Ele também foi colocado lá, no “toco” da terceira via.

Para entender o caminho que levou a candidatura de Ciro a se transformar em uma opção considerada moderada em um eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) é preciso retroceder até o conturbado mês de setembro de 2015, conforme o jornal O Estado de S.Paulo.

Na ocasião, foi entregue à Câmara o pedido de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff que mais tarde viria a ser aceito. No mesmo mês, Ciro trocava de partido pela sétima vez, deixando o PROS e filiando-se ao PDT.

Mesmo para um aliado, a fritura do governo petista parecia iminente. Sair de uma legenda pouco expressiva e abraçar um partido com história no campo da esquerda foi o primeiro movimento de quem estava olhando para frente, para 2018. Ciro posicionava-se, então, como uma alternativa ao PT, mas, principalmente, como uma opção de candidato para o próprio PT – que poderia vir a apoiá-lo caso seus quadros saíssem enfraquecidos da Operação Lava-Jato.

Ainda em 2016, Ciro declarou que não seria candidato caso Lula decidisse disputar um terceiro mandato. Em abril de 2017, afirmou ser candidato, independentemente da decisão do petista.
Um ano depois, Lula foi preso. E Ciro não demorou em se posicionar contra, considerando a prisão do ex-presidente injusta. Ciro e Carlos Lupi, presidente do PDT, solicitaram uma visita ao ex-presidente na cadeia – pedido que nunca foi aceito.

Ainda com a perspectiva de ser apoiado por Lula, Ciro iniciou a pré-campanha com um discurso mais à esquerda, prometendo revogar a reforma trabalhista e recomprar áreas do pré-sal. A hipótese de uma dobradinha com o próprio PT chegou a animar – ele considerou a chapa Ciro-Haddad uma espécie de “dream team”. Mas, da cadeia, Lula vetou os acenos petistas a Ciro.

Dificuldades

Sem o PT, Ciro fez dois movimentos: aproximou-se do Centrão (PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade) e do PSB. Às vésperas da convenção nacional do PDT, no entanto, o Centrão fechou com Geraldo Alckmin (PSDB). E uma costura entre as cúpulas do PT e do PSB, também orquestrada por Lula, consolidou a posição de “neutralidade” dos pessebistas, o que asfixiou a campanha de Ciro.

As dificuldades acentuaram uma característica conhecida do candidato: o temperamento explosivo. Só nesta campanha, ele declarou que colocaria o Judiciário de volta “na caixinha”, chamou o vereador Fernando Holiday (DEM) de “capitão do mato” e xingou de “fdp” uma procuradora que propôs uma ação contra ele.

As circunstâncias eleitorais reposicionaram Ciro na disputa. Com a consolidação de um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Haddad e, principalmente, com as pesquisas mostrando que Ciro vence Bolsonaro no segundo turno, ele encontrou um novo papel. Se as urnas confirmarem as pesquisas, Ciro será dono do capital eleitoral mais relevante no segundo turno.

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https://www.osul.com.br/ciro-gomes-votou-no-ceara-confiante-em-sua-participacao-no-segundo-turno/ Ciro Gomes votou no Ceará, confiante em sua participação no segundo turno 2018-10-07
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