Quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2026
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil vai optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno.
Conforme informações do blog do Valdo Cruz, no portal g1, a campanha de Flávio já havia recebido uma resposta negativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao convite para compor a chapa do pré-candidato do PL à Presidência da República como candidata a vice-presidente.
O comando da campanha ainda vai insistir até o prazo final das coligações, no dia 5 de agosto, para anunciar o vice de Flávio, em uma expectativa de melhora das intenções de voto do senador.
Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro se falaram nessa quarta-feira (22). O senador do PL ainda tinha esperança de conseguir fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesou na decisão dos dois partidos a necessidade de liberar seus correligionários para fecharem alianças estaduais.
Em alguns Estados, a federação vai estar ao lado de candidatos da direita, mas em outros pode até apoiar aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna.
Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”, analisou uma fonte do Centrão.
Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com o Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial.
O partido reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados. Um dos exemplos é o Mato Grosso. Nesta quarta, o PL lançou oficialmente a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao governo em detrimento de Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. A conversa também parece difícil de avançar em Roraima e Acre. (Com informações do blog do colunista Valdo Cruz, do portal de notícias g1)
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