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Brasil Exames mostram inflamação, e a cirurgia de Bolsonaro é adiada para depois da posse. A retirada da bolsa de colostomia estava prevista para 12 de dezembro; a nova data será decidida em janeiro

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"Há um ano eu nasci em Juiz de Fora", disse o presidente, em referência à cidade mineira onde foi esfaqueado. (Foto: Reprodução/Instagram)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será submetido à cirurgia de retirada da bolsa de colostomia no ano que vem, informou o Hospital Albert Einstein nesta sexta-feira (23). Inicialmente, a operação estava prevista para 12 de dezembro, dois dias após sua diplomação. Com a mudança, a cirurgia irá ocorrer apenas após a sua posse, marcada para o dia 1º de janeiro de 2019.

Bolsonaro passou por exames pré-operatórios no centro médico da Zona Sul de São Paulo nesta manhã. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, o presidente eleito “encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução, porém os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais”.

“A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal”, diz o comunicado. Em janeiro, o presidente eleito voltará ao hospital para mais exames antes da cirurgia.

Ele fez tomografia e exame de sangue, além de se consultar com um gastroenterologista e com um cardiologista.

O peritônio é uma membrana transparente que recobre toda a parede abdominal, incluindo o intestino grosso, órgão afetado pela facada que o presidente eleito sofreu. A cirurgia que Bolsonaro precisa fazer consiste em abrir o abdome, retirar a bolsa que coleta suas fezes e religar as alças do intestino grosso. É considerada uma cirurgia menos arriscada aos procedimentos que o presidente eleito já passou.

Segundo informações da Record TV, único veículo que teve livre acesso ao interior do hospital, Jair Bolsonaro fez um exame de sangue, para medir a capacidade do seu corpo de cicatrizar, e uma ressonância magnética. A assessoria do hospital não quis especificar a quais exames Bolsonaro se submeteu para demais repórteres.

O voo com Bolsonaro pousou no Aeroporto de Congonhas, também na Zona Sul, às 10h05min, e às 10h39min ele chegou ao hospital. No início da tarde ele já havia feito os exames e, por volta das 14h30min, deixou o centro médico. Ele chegou minutos depois a Congonhas para embarcar para o Rio.

Bolsonaro foi assistido pelos médicos Antonio Luiz Macedo, cirurgião, e Leandro Echenique, cardiologista. Ambos acompanham Jair Bolsonaro desde setembro, quando ficou internado no hospital após ser esfaqueado em um atentado em Juiz de Fora (MG).

Ataque e cirurgias

Bolsonaro ficou 22 dias internado na capital paulista, em setembro, após levar uma facada no abdômen durante ato de campanha em Minas Gerais e passar por uma cirurgia em Juiz de Fora.

Dias depois, após ser transferido para o Einstein, ele teve uma obstrução no intestino e foi submetido a uma segunda cirurgia.

O novo procedimento, considerado mais simples que os anteriores, será o terceiro desde que sofreu o atentado a faca.

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