Terça-feira, 07 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de novembro de 2018
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será submetido à cirurgia de retirada da bolsa de colostomia no ano que vem, informou o Hospital Albert Einstein nesta sexta-feira (23). Inicialmente, a operação estava prevista para 12 de dezembro, dois dias após sua diplomação. Com a mudança, a cirurgia irá ocorrer apenas após a sua posse, marcada para o dia 1º de janeiro de 2019.
Bolsonaro passou por exames pré-operatórios no centro médico da Zona Sul de São Paulo nesta manhã. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, o presidente eleito “encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução, porém os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais”.
“A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal”, diz o comunicado. Em janeiro, o presidente eleito voltará ao hospital para mais exames antes da cirurgia.
Ele fez tomografia e exame de sangue, além de se consultar com um gastroenterologista e com um cardiologista.
O peritônio é uma membrana transparente que recobre toda a parede abdominal, incluindo o intestino grosso, órgão afetado pela facada que o presidente eleito sofreu. A cirurgia que Bolsonaro precisa fazer consiste em abrir o abdome, retirar a bolsa que coleta suas fezes e religar as alças do intestino grosso. É considerada uma cirurgia menos arriscada aos procedimentos que o presidente eleito já passou.
Segundo informações da Record TV, único veículo que teve livre acesso ao interior do hospital, Jair Bolsonaro fez um exame de sangue, para medir a capacidade do seu corpo de cicatrizar, e uma ressonância magnética. A assessoria do hospital não quis especificar a quais exames Bolsonaro se submeteu para demais repórteres.
O voo com Bolsonaro pousou no Aeroporto de Congonhas, também na Zona Sul, às 10h05min, e às 10h39min ele chegou ao hospital. No início da tarde ele já havia feito os exames e, por volta das 14h30min, deixou o centro médico. Ele chegou minutos depois a Congonhas para embarcar para o Rio.
Bolsonaro foi assistido pelos médicos Antonio Luiz Macedo, cirurgião, e Leandro Echenique, cardiologista. Ambos acompanham Jair Bolsonaro desde setembro, quando ficou internado no hospital após ser esfaqueado em um atentado em Juiz de Fora (MG).
Ataque e cirurgias
Bolsonaro ficou 22 dias internado na capital paulista, em setembro, após levar uma facada no abdômen durante ato de campanha em Minas Gerais e passar por uma cirurgia em Juiz de Fora.
Dias depois, após ser transferido para o Einstein, ele teve uma obstrução no intestino e foi submetido a uma segunda cirurgia.
O novo procedimento, considerado mais simples que os anteriores, será o terceiro desde que sofreu o atentado a faca.
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