Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2021
Apesar de Porto Alegre estar situada em uma das 11 regiões gaúchas classificadas em preto (altíssimo risco epidemiológico de coronavírus) na 42ª semana do distanciamento controlado (até 1º de março), a prefeitura decidiu adotar as regras de bandeira vermelha (alto risco). A medida foi possível por meio do sistema de cogestão e de tratativas com o governo do Estado.
As diretrizes foram publicadas no decreto municipal nº 20.496, em edição-extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa). Apesar da iniciativa, algumas diretrizes impostas pelo Palácio Piratini não poderão ser dribladas: é o caso da proibição de aulas presenciais para alunos a partir da 3ª série do Ensino Fundamental, bem como a obrigação de fechamento de atividades não essenciais entre 20h e 5h, que vale para todas as bandeiras.
“Manter a cogestão é dividir a responsabilidade com todos os prefeitos do Estado”, ressaltou o prefeito Sebastião Melo, que na manhã desta terça-feira embarcou para Brasília, onde cumpre dois dias de agenda com deputados, ministros e o presidente da República. “Continuaremos parceiros do governador e combatendo as aglomerações.”
Ele também voltou a fazer um apelo à população porto-alegrense: “Ajude a cidade, você e sua família, para que o comércio, empresas, indústrias e serviços possam funcionar. Não podemos cometer irresponsabilidades. Todos nós temos que ser responsáveis para combater essa triste e dura pandemia”.
O secretário extraordinário de Enfrentamento à Covid, Renato Ramalho, garante que a prefeitura flexibilizou atividades econômicas mas endureceu os protocolos sanitários e a fiscalização:
“A colaboração dos porto-alegrenses no cumprimento às regras de higienização, distanciamento interpessoal, uso máscaras e combate a aglomerações é essencial para manter a economia ativa. Trabalhamos para harmonizar a saúde com a preservação das atividades econômicas, do emprego e da renda”.
Encontro com o ministro da Saúde
O primeiro dos dois dias da viagem de Sebastião Melo a Brasília teve como destaque uma audiência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em busca de recursos para a área da saúde em Porto Alegre. Ele mencionou o esforço para abertura de novos leitos e o titular da pasta, por sua vez, declarou que fará contato com o Grupo Hospitalar Conceição para obter o máximo possível de leitos de retaguarda.
“Foi um diálogo muito importante em que o ministro manifestou que será parceiro para ajudar no custeio do conjunto de medidas que estamos adotando para ampliar leitos”, relatou o prefeito. “Também debatemos sobre o plano de vacinação e o ministro ratificou que Porto Alegre deve receber, ainda neste mês, cerca de 40 mil novas doses.”
O prefeito também participou de um evento com o presidente Jair Bolsonaro e foi recebido pelo coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, deputado federal Giovani Cherini (PL). O diálogo foi pela construção de uma emenda coletiva que permita a expansão do Hospital de Pronto Socorro (HPS).
Já em reunião com representantes da Previdência, Melo discutiu o destino de 54 prédios do INSS abandonados em Porto Alegre, a exemplo do situado na Travessa Mário Cinco Paus, no Centro Histórico, próximo à prefeitura. A destinação de alguns imóveis será articulada com o setor privado.
(Marcello Campos)
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