Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2016
O ambiente pró-impeachment da presidenta Dilma Rousseff, festejado pela oposição, não tem se refletido no número de apoios necessários no plenário da Câmara dos Deputados para levar adiante o pedido de afastamento. Com o mapa de parlamentares nas mãos, deputados que coordenam o “comitê do impeachment” partiram para o vale-tudo, em busca dos 342 votos necessários ao seu objetivo.
Com carta branca oferecida pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o clima no Legislativo é de barganhas e até de intimidação, relatam fontes ligadas ao Congresso Nacional.
A oposição não descarta ações mais incisivas, como representações no Conselho de Ética contra deputados envolvidos na Operação Lava-Jato, especialmente os do PP, caso cedam à tentação de aceitar os cargos oferecidos pelo governo.
A estratégia dos coordenadores do impeachment, dentre eles os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Mendonça Filho (DEM-PE) e Paulinho da Força (SD-SP), um dos mais próximos a Cunha, é de constranger colegas que ainda não tenham se posicionado publicamente. Eles poderão inclusive ter expostas fotos, números de telefones e e-mails em out-doors em algumas cidades, para que sejam pressionados pelos eleitores.
Dentro da Câmara, Cunha opera às claras para conseguir maioria de votos no plenário. Na semana passada, ele suspendeu as missões ao exterior, entre 15 e 25 deste mês, quando o processo deve ser votado. Também combinou que os líderes oposicionistas atrasem a formação das comissões permanentes que deveriam ter sido montadas em fevereiro. (AG)
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