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Acontece Clínica gaúcha é destaque internacional no tratamento do câncer

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Clínica Kaplan
Dr. Gilberto Schwartsmann. Foto: divulgação.

Acada dois anos, a América Latina sedia um congresso médico, organizado pela Slago (Sociedade Latino Americana de Oncologia Digestiva), reunindo em torno de mil especialistas no segmento. A edição de 2015 foi no Chile e concedeu o Life Achievement Award apenas a dois especialistas.
Um deles, um americano residente no Texas (EUA), com especialização no tratamento de câncer de estômago. Outro foi para o médico gaúcho Gilberto Schwartsmann, sócio e diretor da Clínica de Oncologia Kaplan, professor e chefe do Instituto do Câncer do Hospital de Clínicas, na Capital. A premiação, uma das mais representativas do setor, coroa a trajetória profissional de Schwartsmann, repleta de homenagens e destaques. “É o reconhecimento à minha carreira e meu papel para desenvolver habilidades nos últimos anos no que diz respeito ao tratamento de diversos tipos de tumor, envolvendo formação, produção científica e trabalhos publicados”, diz.
Com formação em Londres (Inglaterra), PHD em Amsterdã (Holanda) e pós-doutorado nos Estados Unidos, o gaúcho já publicou mais de 80 teses e dissertações na área do câncer e diz que, por ele, já passaram “centenas de jovens oncologistas ao longo dos anos”, com atuação reconhecida em suas áreas, o que traduz mais um motivo de orgulho. Inclusive o grupo de profissionais coordenado por ele, à frente do Hospital de Clínicas, já produziu mais de 200 publicações originais e internacionais, além de várias patentes de medicamentos.

Schwartsmann aponta outro pioneirismo: “Pela primeira vez uma patente brasileira, oriunda deste grupo do Hospital de Clínicas, recebe autorização da FDA [Food and Drug Administration, agência americana que fiscaliza remédios e alimentos] para a continuidade de estudos voltados ao câncer de cérebro e quimioterapia específica para este diagnóstico”.

Segundo ele, as previsões são de que o câncer cada vez mais responda pelo maior número de óbitos não só no Brasil, mas no mundo. Isto porque alguns deles estão “relacionados diretamente com a longevidade”. Entre eles, o de próstata, mama e intestino. “É sinal dos tempos”, reitera o médico. Por si só, essas estimativas contribuem para pontuar ainda mais a importância do trabalho e pesquisas científicas que Schwartsmann vem desenvolvendo ao longo de sua carreira.

Ele retornou nos últimos dias de um congresso nos Estados Unidos, onde a tônica foi o avanço tecnológico no combate, pesquisa e tratamento para o câncer de pâncreas e pulmão. À frente da Clínica de Oncologia Kaplan, este cotidiano se repete. “O tratamento cada vez se dá com maior eficiência, com remédios mais ativos, mais sofisticados e menos tóxicos. Se trata de uma verdadeira revolução, e a nossa clínica está sintonizada com as novas tecnologias”. Para ele, o importante é, paralelamente a isto, ofertar qualidade de vida aos pacientes, com atenção, cuidado e carinho.

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