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 Cofres raspados

(Foto: Vinicius Reis | Agência ALRS)

Alguns setores da sociedade insistem em querer resolver todos os problemas via Estado, a quem creditam o poder milagroso de multiplicar riquezas e benefícios por força de lei. A fórmula vale quando o setor público é rico. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que decretaram calamidade financeira há mais de um ano, ficam fora dessa perspectiva. Seus cofres estão exauridos.

Para quebrar o gelo

Há expectativa sobre o dia e a hora do primeiro encontro do governador com o novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marlon Santos. Sartori não foi à posse quinta-feira.

Saída natural     

Das quatro eleições mais recentes ao governo do Estado, o PP concorreu como cabeça de chapa em três: Celso Bernardi (2002); Francisco Turra (2006) e Ana Amélia Lemos (2014). Mantém-se como o partido com o maior número de prefeitos no Estado. São 144, tendo crescido 6 por cento em 2016. Seria estranho se não lançasse candidato próprio este ano. Para isso, deixará o governo Sartori, no final de março, quando ocorrerá a pré-convenção.

Mercadão eleitoral

Para criação de um partido, há uma série de exigências fixadas por lei. Uma vez superadas, o simples fato de existir já garante uma generosa participação na divisão do Fundo Partidário, além de espaços de propaganda em rádio e televisão.

Há os que defendem, com base na liberdade de associação, que o surgimento de uma sigla não deveria ser submetido a regras tão rígidas. Qualquer um poderia ir ao cartório e fazer o registro. É como ocorre nos Estados Unidos. Lá, porém, só aparecem os partidos Democrata e Republicano, porque conquistaram força própria, sem arranjos.

No Brasil, a inexistência de pré-requisitos, daria espaços ainda maiores a partidos, deputados e ideologias de aluguel. Seriam presas fáceis. Para os grandes partidos, não importam a coerência, os princípios e as diferenças. Para conquistar votos, os fins justificam os acordos.

Ficar bem na foto

Está chegando a temporada da pele sem manchas, brilho, marcas de expressão, rugas ou olheiras. Bochechas e pescoço afinados. Cabelo alinhado e sorriso de propaganda para pasta de dente.

Os melhores especialistas em photoshop estão sendo procurados por assessorias de marketing para o tratamento das imagens que serão utilizadas em panfletos, adesivos e mídias sociais.

Olhando e aprendendo

O aperfeiçoamento de imagens fotográficas por políticos foi importado do universo da moda e do entretenimento. Era exclusividade de modelos, artistas e manequins.

O resultado leva a rostos impecáveis e, em alguns casos, quase irreconhecíveis. Os cirurgiões plásticos da fotografia são hoje mais requisitados que os da Medicina.

Vai se repetir

5 de fevereiro de 1998, os deputados federais que integravam comissão especial aprovaram o texto integral proposto pelo governo para a reforma da Previdência. Em meio à reunião, seguranças tentaram e não conseguiram impedir a entrada de manifestantes da CUT. Houve muita confusão com socos, empurrões e palavrões. O presidente da Câmara, Michel Temer, chamou a tropa de choque da Polícia Militar para retirar os invasores à força. Depois, o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, afirmou que se a reforma não fosse aprovada em plenário, o déficit do INSS naquele ano chegaria a 5 bilhões de reais.

 Cansou

O PTB vai tirar do ar a novela A Insistência de Cristiane Brasil. A cada capítulo, um novo constrangimento.
O que esperar

A esperança da campanha eleitoral, neste ano, é que cheguem ao fim as famosas agendas enganadoras.

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