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Brasil Coligação de Bolsonaro pede inelegibilidade de Haddad por show de Roger Waters

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Expressão #EleNao é exibida durante show em São Paulo. (Foto: Reprodução)

A coligação do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) entrou com ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a inelegibilidade do adversário, Fernando Haddad (PT), com argumento de propaganda irregular em favor do petista durante shows de Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, no Brasil.

Segundo a ação, o cantor realizou um “gigantesco show” em São Paulo, no qual veiculou no telão a mensagem “#ELE NÃO”, que se tornou “instrumento de campanha negativa contra o candidato Jair Bolsonaro”. Além disso, diz que houve manifestações políticas em shows em Brasília e Minas Gerais.

A ação pede que Haddad e a candidata a vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), sejam declarados inelegíveis por oito anos. O relator do caso é o ministro Jorge Mussi, que ainda não se manifestou.

A campanha de Bolsonaro argumenta que as afirmações de Waters não foram “mera manifestação crítica e espontânea”. “Não se tratou apenas de manifestação oral de opinião, mas, sim, de uma ação totalmente arquitetada e premeditada”, diz a ação.

“As imagens nas quais o candidato Jair Bolsonaro é comparado com um dos grandes ditadores do mundo são de extrema gravidade e demonstram a premeditação e o explícito propósito de denegrir sua imagem e causar nos telespectadores/fãs uma forma de repulsa, pela evidente campanha negativa, o que não condiz com a realidade”, diz ainda a coligação.

Para os advogados de Bolsonaro, “realizar uma turnê milionária de shows de um artista respeitado e reconhecido como Roger Waters, dar-lhe ampla guarida para showmícios em desfavor da campanha [de Bolsonaro], e fazê-lo em pleno período eleitoral, com especial ênfase no 2º turno, é abuso do poder econômico e desvio de recursos não declarados para campanha eleitoral, portanto, caixa 2″.

A turnê é cheia de críticas políticas, como é comum na carreira de Waters. No Brasil, ele incluiu crítica ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), e foi respondido com aplausos e vaias.

O reforço no teor político desta turnê de Waters vem do disco solo mais recente dele, ” Is This the Life We Really Want?”. Em “The last refugee” e “Picture that”, ambas no meio do show, ele pinta um cenário pessimista do mundo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi alvo desde o início da turnê. Durante “Pigs”, o telão mostra em português mesmo: “Donald Trump é um porco”. “Money” segue na crítica a Trump e também mostra líderes europeus como Theresa May e Emmanuel Macron.

O nome de Bolsonaro veio após “Another brick in the wall”. Essa música termina com um coral de crianças com camisas escritas “resist” (resista). O telão da turnê sempre mostra, em seguida, coisas às quais Roger Waters pede para os fãs resistirem: anti-semitismo, destruição do meio ambiente, tortura e outros.

Uma destas imagens dizia: “resista ao neofascismo”. Em seguida, o telão dizia que “o neofascismo está crescendo pelo mundo”, e listava políticos de vários países. Na lista que já tinha aparecido em outros shows da turnê, Roger Waters acrescentou o nome de Jair Bolsonaro.

 

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