Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2016
O ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou à Operação Lava-Jato ter visto uma tabela com valores de propina supostamente desviados da BR Distribuidora que seriam pagos mensalmente ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A declaração consta de anexo de informações entregue pela defesa de Cerveró à PGR (Procuradoria-Geral da República). Subsidiária da Petrobras e também alvo de investigação que apura esquema de corrupção, a BR é a maior distribuidora de derivados de petróleo do País.
O ex-diretor disse aos investigadores que soube do pagamento de propina e do suposto repasse a Collor por intermédio do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos. “Em certa oportunidade, Pedro Paulo Ramos mostrou uma tabela de valores mensais para Fernando Collor, que chegavam na margem de milhões de reais”, afirmou. Ramos igualmente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pela Lava-Jato. Cerveró, entretanto, não soube “precisar o valor correto” da propina.
Ele contou que enquanto ocupou a Diretoria Financeira da BR Distribuidora (2008 a 2014), as licitações para construção de bases de distribuição de combustíveis foram “todas direcionadas para a UTC construir bases de tancagem e armazenamento para a BR Distribuidora, aprovadas por todas as diretorias da BR Distribuidora”.
A UTC é uma das empresas investigadas por corrupção na Petrobras. Seu proprietário, Ricardo Pessoa, foi acusado de coordenar um “clube de empreiteiras” que se revezaria em contratos bilionários com a companhia, segundo o Ministério Público Federal. Pessoa fez delação premiada com a PGR e atribuiu a políticos o recebimento de recursos desviados da estatal. (AG e Folhapress)
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