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Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2018
Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,189 bilhão em setembro, informou nesta quinta-feira (25) o BC (Banco Central). Esse valor representa uma queda de 30,71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora somaram US$ 1,716 bilhão.
No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, também houve queda nos gastos no exterior, para US$ 13,875 bilhões. No mesmo período de 2017, essas despesas somaram US$ 14,145 bilhões.
Alta do dólar
A queda dos gastos de brasileiros lá fora acontece em um momento de alta do dólar. Apesar do recuo de 0,84% no mês passado, a moeda norte-americana acumulou um crescimento de 21,86% na parcial dos nove primeiros meses deste ano.
Com a escalada do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. O papel moeda também fica mais custoso.
No começo deste ano, o dólar estava cotado em cerca de R$ 3,26. Passou para R$ 3,32 em março, R$ 3,85 no fim de junho e R$ 4,03 em setembro. Neste mês, porém, recuou.
Analistas avaliam que as tensões eleitorais e o cenário internacional (aumento de juros em economias maduras, saída de investidores de países emergentes e guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros) têm contribuído para aumentar as tensões e estimular uma alta do dólar no Brasil. Além disso, também há especulação no mercado de câmbio.
Gastos de estrangeiros no Brasil
Em setembro deste ano, conforme o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 373 milhões no Brasil, com queda frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2017 (US$ 407 milhões).
Já no acumulado dos nove primeiros meses deste ano, os gastos de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 4,513 bilhões – com pequeno aumento frente ao mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 4,360 bilhões.
Confiança do consumidor
Após duas quedas mensais seguidas, a confiança do consumidor brasileiro cresceu em outubro, em meio às expectativas sobre o desfecho das eleições e a redução da incerteza política, informou na quarta-feira (24) a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Em outubro, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da Fundação Getulio Vargas avançou para 86,1 pontos, ante 82,1 pontos em setembro, retornando a nível próximo a maio deste ano (86,9 pontos), mas se mantendo ainda em patamar baixo em termos históricos.
“O resultado mostra que, apesar de ainda não ter o resultado das urnas, o consumidor está esperançoso e otimista em relação aos próximos meses. O fim do período eleitoral diminui a incerteza política e gera expectativa de mudanças na condução da política econômica para o início do novo governo. O efeito ‘lua de mel’ é esperado, mas a continuidade desses ganhos na confiança dependerá de ações efetivas do próximo presidente”, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.
Segundo a FGV, o subíndice que mais contribuiu para o avanço da confiança em outubro foi o de ímpeto de compras. O indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis subiu 12 pontos atingindo 90,7 pontos, maior nível desde outubro de 2014 (92,9).
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