Sábado, 28 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Com a Polícia Federal desatada, o Senado avança sobre o Banco Master

Compartilhe esta notícia:

CPI reage ao avanço das investigações franqueado pela troca de relator do caso no Supremo Tribunal Federal. (Foto: Reprodução)

Foi uma aprovação de baciada a da CPI do crime organizado: 21 convocações, sete convites, sete quebras de sigilo e quatro pedidos de informação. O resultado foi um Fla x Flu entre governistas e bolsonaristas com um Centrão ausente.

A cereja foi o convite a dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e à esposa deste, Viviane Barci de Moraes, todas da lavra do senador Eduardo Girão (Novo-CE), mas é nas convocações e quebras de sigilo, que são mandatórias, que está o recheio do bolo.

Lá estão todas as estrelas do Master: Vorcaro, Augusto Lima, Luiz Antonio Bull, Angelo Silva, joão Carlos Mansur e Fabiano Zettel. Mas também Paulo Henrique Costa (BRB), os irmãos Toffoli, o advogado da JBS que comprou o Tayayá, os alvos da Carbono Oculto e até os operadores das compras fraudulentas de vacinas da covid, que voltaram a dar as caras no escândalo da hora.

A maioria governista convocou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro Rui Costa (Casa Civil) e Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, foram apenas convidados. O presidente e o relator da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE), foram os autores de todas as quebras de sigilo (Master, Reag, Fictor, BKe Maridt) e pedidos de informação (acesso aos gabinetes do Senado e ao embarque no aeroporto de Brasília, além do registro de transferência de aviões).

As candidaturas majoritárias dos capitães da CPI não são suficientes para explicar tamanha diligência. Esta foi a primeira votação de requerimentos da CPI depois da troca do relator do caso Master no Supremo. Enquanto o ministro Dias Toffoli esteve à frente do inquérito, as provas da investigação ficaram custodiadas no seu gabinete.

Ao assumir o caso, o ministro André Mendonça as devolveu para a Polícia Federal (PF) e proibiu que fossem compartilhadas hierarquia acima, leia-se Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF. A ordem abriu as comportas da operação ditada, até então, pelo rabo preso. E o governo, que nunca teve controle sobre a investigação, acabou perdendo também acesso às informações sobre seu andamento.

Tudo isso acontece num momento em que as pesquisas de opinião e intenção de voto mostram que a preocupação do eleitor com a corrupção acabou caindo no colo de um governo que, até aqui, vinha investindo no discurso de caça aos “magnatas da corrupção” e mantendo a postura “toma que o escândalo é teu”.

Daí deriva um quadro eleitoral mais difícil para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que imaginavam os artífices das populares entregas de seu governo e do que sugerem as dificuldades políticas da oposição. A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se engalfinha em intermináveis dramas familiares e os bolsonaristas da terceira via de Gilberto Kassab são enredados na sua queda de braço com o governador Tarcísio de Freitas pelo quinhão paulista, mas nada disso afeta o voo oposicionista.

Lula, em parte, paga o preço de ter tomado o Supremo como sua verdadeira base politica. As consequências da desmesura dos poderes da Corte atravessam a Praça dos Três Poderes e estilhaçam o gabinete presidencial. O clima no STF é de cobrança a Lula, mas foi também a inação dos ministros contra a falta de limites de Toffoli que colocou na relatoria do caso mais disruptivo deste mandato o togado menos alcançável pelo Palácio do Planalto.

O presidente tem a seu favor a composição de palanques em regiões em que a lulismo é forte para negociar com personagens-chave do Congresso, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor, o deputado Arthur Lira (PP-AL), mas também precisa do apoio deles para aprovar a bandeira da reeleição, a escala 6×1.

É beneficiário, ainda, de operações da Polícia Federal, como esta autorizada pelo ministro Flávio Dino, que alvejou o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos por suposto desvio de emendas parlamentares. O PSB ameaçava abandonar o PT da Bahia e se bandear para o palanque do União Brasil, no Estado, em troca do apoio do partido em Pernambuco. (Maria Cristina Fernandes/Valor Econômico)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão em processo por faltas injustificadas
CPI investiga se o dono do Banco Master usou empresa da família do ministro Dias Toffoli para lavar dinheiro, diz relator
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x