Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de janeiro de 2016
Com a disparada da inflação em 2015, que atingiu 10,67% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o maior valor em 13 anos, houve uma defasagem média de 4,81% no ano passado na correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), informou estudo divulgado nessa segunda-feira pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). A correção média da tabela do IR em 2015 foi calculada em 5,6%.
Redução da renda
“A não correção da Tabela do IR pelo índice de inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que pagava no ano anterior. Ressalte-se que o ano de 2015 registrou a maior defasagem anual dos últimos dez anos”, informou o documento, elaborado pelo Departamento de Estudos Técnicos da entidade. Acrescentou que, ao não corrigir integralmente a Tabela do IR, o governo se apropria da diferença entre o índice de correção e o de inflação, reduzindo a renda disponível de todos os contribuintes.
Reajuste por faixas
No ano passado, o governo federal promoveu um reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda, com validade de abril em diante. Com o modelo, o reajuste de 6,5% na tabela valeu apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa). Na terceira faixa de renda, o reajuste foi de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR foi reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%. Para 2016, ainda não há definição sobre o reajuste da tabela do IR. (AG)
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