Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de fevereiro de 2016
Com o desemprego em alta, os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) subiram 14,83% em 2015 na comparação com o ano anterior – o que fez a arrecadação líquida do fundo cair 21,81% (uma perda de 4 bilhões de reais), de acordo com dados consolidados da CEF (Caixa Econômica Federal). As retiradas passaram de 86,320 bilhões de reais para 99,124 bilhões de reais no período.
Entre janeiro e dezembro do ano passado, os depósitos somaram 113,529 bilhões de reais – elevação de 8,39% na comparação com o montante registrado no mesmo período de 2014, que foi de 104,744 bilhões de reais.
Representantes do Conselho Curador do FGTS temem que a proposta do governo de permitir o uso dos recursos do fundo como garantia no crédito consignado prejudique ainda mais o fluxo de caixa do FGTS. A expectativa é que o desemprego continuará subindo, diante da retração na economia. No ano passado, o País perdeu 1,5 milhão de empregos com carteira assinada.
Outra medida anunciada pelo governo, que prevê o uso de 10 bilhões de reais do FGTS para aplicar em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) também levanta preocupações. (AG e AE)
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