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Geral Com mais de mil mortos, terremoto no Afeganistão é o segundo mais mortal das duas últimas décadas; relembre outros

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O país tem um histórico de tremores com muitas mortes em áreas montanhosas. (Foto: Reprodução)

O terremoto que deixou pelo menos 1.000 mortos na madrugada desta quarta-feira (22) no Afeganistão é o segundo mais mortal em duas décadas no país, que tem um histórico de tremores com muitas mortes em áreas montanhosas.

Além da geografia, a infraestrutura extremamente precária em vilarejos remotos causada por décadas de guerras no país é um dos principais agravantes que fazem com o que os tremores causem tantas vítimas.

A seguir, uma lista dos terremotos que causaram mais mortes nos últimos 30 anos no país:

– 1991: 1.500 mortos – Em 1º de fevereiro de 1991, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o Afeganistão e o noroeste do Paquistão, deixando pelo menos 1.500 mortos, segundo as autoridades afegãs. O movimento foi sentido no norte da Índia e no Tadjiquistão.

– 1998: 4.500 mortos – Em 4 de fevereiro de 1998, um terremoto deixou cerca de 4.500 mortos e milhares de desabrigados na província de Takhar (nordeste), na fronteira com o Tadjiquistão.

– 1998: 5.000 mortos – Em 30 de maio, um terremoto de magnitude 6,6 sacudiu novamente o nordeste do país, deixando cerca de 5.000 mortos, 1.500 feridos e causando destruição em várias aldeias nas províncias de Takhar e Badakhshan.

– 2002: Mais de mil mortos -Em 3 de março, um violento terremoto de magnitude 7,4 atingiu o norte do país, matando entre 70 e 150 pessoas na província de Samangan, segundo fontes. Em 25 de março, outro terremoto de magnitude 6,1 deixou mais de 800 mortos, 300 feridos e milhares de desabrigados na cordilheira Hindu Kush, no norte. A aldeia de Nahrin, com 20.000 habitantes, foi completamente destruída.

– 2012: 75 mortos – Em 11 de junho de 2012, três tremores de magnitude 5,2, 5,4 e 5,7 na escala Richter destruíram 114 casas na província de Baghlan, deixando 75 mortos.

– 2015: quase 400 mortos – Em 26 de outubro de 2015, um terremoto de magnitude 7,5 atingiu o maciço de Hindu Kush, no caminho entre o Afeganistão e o Paquistão, deixando um total de 380 mortos nos dois países.

Ajuda

Horas depois do terremoto que deixou mais de mil mortos na madrugada desta quarta-feira (22) no Afeganistão, a Organização das Nações Unidas (ONU) e países do Ocidente começaram a anunciar ajudas a Cabul.

O governo do país, comandado desde agosto do ano passado pelo Talibã, anunciou mais cedo que não tem recursos suficientes para continuar realizando buscas e apoio a feridos e pessoas que perderam suas casas.

O porta-voz do escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitário, Jean Laerke, afirmou que o Talibã entrou em contato com a organização pedindo ajuda.

Segundo Laerk, outras agências da ONU também estão “acompanhando a situação”, mas a dificuldade de acesso à área do terremoto, no leste do país, na fronteira com o Paquistão, dificulta o envio de ajuda.

Já a Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, determinou que os órgãos de ajuda humanitária do governo enviem uma operação ao Afeganistão para apoiar afetados pelos tremores.

Mais cedo, o governo do Afeganistão falou em risco de desastre humanitário e pediu ajuda de qualquer lado.

“Pedimos às agências de ajuda que proporcionem assistência imediata às vítimas do terremoto para evitar um desastre humanitário”, afirmou o vice-porta-voz do governo, Bilal Karimi. As informações são do portal de notícias G1.

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