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Comportamento Com praticidade no dia a dia e risco de golpes, idosos passam por amor e ódio com celulares

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A relação dos idosos com a tecnologia reflete um cenário de avanços e desafios.

Foto: Freepik
A relação dos idosos com a tecnologia reflete um cenário de avanços e desafios. (Foto: Freepik)

O uso de celulares por idosos no Brasil cresce de forma acelerada, impulsionado pela busca por praticidade no dia a dia. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para o aumento de golpes digitais que têm esse público como alvo, criando uma relação ambígua entre benefícios e riscos.

Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o acesso à internet entre pessoas com mais de 60 anos avançou significativamente nos últimos anos, com o smartphone se tornando o principal meio de conexão. Aplicativos de mensagens, redes sociais e serviços bancários digitais passaram a integrar a rotina desse grupo, facilitando tarefas como pagamentos, consultas médicas e contato com familiares.

Para muitos idosos, o celular representa autonomia. A possibilidade de resolver questões sem sair de casa, especialmente após a pandemia de covid-19, contribuiu para a inclusão digital e social.

No entanto, a expansão do uso também trouxe um aumento proporcional dos riscos. Dados da Febraban apontam que pessoas mais velhas estão entre os principais alvos de golpes financeiros no ambiente digital. Criminosos utilizam estratégias como falsas centrais de atendimento, links fraudulentos e mensagens que simulam contatos de familiares para obter dados pessoais e bancários.

Segundo especialistas, a combinação de menor familiaridade com tecnologia e maior confiança em interações sociais torna os idosos mais vulneráveis. Golpes que exploram urgência emocional, como pedidos de ajuda de supostos parentes, estão entre os mais comuns.

Apesar disso, iniciativas de educação digital têm buscado reduzir essa vulnerabilidade. Programas promovidos por bancos, organizações sociais e até familiares focam em orientar sobre boas práticas, como não compartilhar senhas, desconfiar de mensagens inesperadas e verificar a autenticidade de contatos.

Para especialistas, o desafio está em equilibrar inclusão e segurança. O celular, que se tornou ferramenta essencial para autonomia e qualidade de vida, também exige adaptação constante a um ambiente digital em rápida transformação.

Assim, a relação dos idosos com a tecnologia reflete um cenário de avanços e desafios. Se por um lado o smartphone aproxima, facilita e amplia possibilidades, por outro exige atenção redobrada para evitar prejuízos — financeiros e emocionais — em um contexto em que a conectividade se torna cada vez mais indispensável.

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