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Rio Grande do Sul Com quase 123% de ocupação, a região de Novo Hamburgo apresenta o pior índice de esgotamento dos leitos de UTI

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Medida leva em conta fatores como ocupação de UTIs, volta às aulas e alta circulação de pessoas no Carnaval. (Foto: EBC/Arquivo)

Uma das mais populosas dentre as 21 áreas gaúchas no mapa do distanciamento controlado, a região de Novo Hamburgo (Vale do Sinos) atingia no final da noite desta segunda-feira (1º) um índice de 122,8% no que se refere à ocupação de leitos de UTI. Trata-se do pior cenário nesse quesito em todo o Estado, tendo como vice-líder a região de Lajeado (Vale do Taquari), com 117,4%.

Outras cinco regiões do Rio Grande do Sul apareciam com esgotamento (100% ou mais) da capacidade de atendimento à demanda hospitalar – tendo por base os dados disponibilizados no painel covid.saude.rs.gov.br. Confira:

– Santa Cruz do Sul (Vale do Rio Pardo), com 111,7%;

– Caxias do Sul (Serra Gaúcha), com 102,9%;

– Guaíba (Região Carbonífera), com 102,2%;

– Taquara (Vale do Paranhana), com 101,9%;

– Capão da Canoa (Litoral Norte), com 101,4%.

Fiscalização

Ainda no que se refere à Novo Hamburgo, o comitê de fiscalização sanitária da prefeitura já atendeu centenas de ocorrências de descumprimento dos decretos que restringem atividades visando o combate à pandemia de coronavírus. As ações têm se concentrado no período entre 20h e 5h.

Guarda Municipal, Brigada Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar têm atuado junto ao corpo de fiscais em tempo integral. A Central de Fiscalização protagoniza as ações em horário comercial (8h às 18h), liberando as corporações para atuar dentro das suas atribuições primordiais.

Em caso de necessidade, viaturas são deslocadas para dar apoio e garantir a segurança dos servidores municipais. No entanto, em locais onde há possibilidade de resistência, as ocorrências são atendidas diretamente pelas forças de Segurança Pública mesmo durante o dia.

As principais denúncias são de estabelecimentos comerciais abertos, festas clandestinas e aglomerações de pessoas em locais públicos. Os procedimentos adotados são os de averiguação, identificação de pessoal, orientações relativas às medidas de prevenção à Covid, dispersão de público e fechamento de estabelecimentos.

O número de denúncias falsas ou que confundem perturbação do sossego com atividades restritas pelo Modelo de Distanciamento Controlado do governo estadual tem preocupado as autoridades.

De acordo com a Guarda Municipal, cerca de 45% dos chamados recebidos pela corporação não dizem respeito às suas reais causas, o que ocasiona deslocamento de efetivo que deveria estar trabalhando o combate à pandemia.

“Perdemos, por um período entre 30 minutos e uma hora, agentes que poderiam estar atuando na fiscalização ou atendendo a ocorrências criminais”, relata o diretor da corporação, Ricardo Carvalho.

(Marcello Campos)

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