Domingo, 20 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Com quase 300 mil mortos por Covid-19 e surto de fungo, Índia enfrenta problemas com produção de vacinas

Compartilhe esta notícia:

Além da Covid, a Índia enfrenta surto de fungo potencialmente fatal.

Foto: Reprodução
Além da Covid, a Índia enfrenta surto de fungo potencialmente fatal. (Foto: Reprodução)

Além da pandemia de Covid-19, que já deixou quase 300 mil mortos no país, a Índia enfrenta um surto de um fungo potencialmente fatal e problemas na produção de vacinas.

Até este domingo (23), o país registrava 299.266 mortes pela Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. Dessas, 3.741 ocorreram nas últimas 24 horas. Dos 26 milhões de casos da doença vistos desde o início da pandemia, quase metade foi registrado nos últimos dois meses. Mesmo assim, ainda há subnotificação de casos.

E os que se recuperam do vírus têm enfrentado uma segunda infecção: a mucormicose. Relativamente rara, a doença, causada por um fungo conhecido como “fungo preto”, já existia na Índia antes da pandemia, mas tem aparecido de forma mais frequente entre os que se curam do coronavírus.

A mucormicose é causada pela exposição a fungos do gênero Mucor, comumente encontrados no solo, no ar e até mesmo no nariz e no muco de humanos. Ele se espalha pelo trato respiratório e corrói as estruturas faciais. Às vezes, os médicos precisam remover cirurgicamente o olho para impedir que a infecção chegue ao cérebro.Tem uma alta taxa de mortalidade, mas não é contagiosa.

No sábado (22), o ministro de químicos e fertilizantes da Índia, Sadananda Gowda, disse que quase 9 mil casos da doença foram registrados no país até agora – o que levou a uma falta de anfotericina B, medicamento usado para tratar o problema.

Gowda não informou o número de mortes, mas a mídia local relata mais de 250 mortes por causa da doença.

“Antes eu costumava encontrar apenas alguns casos por ano, mas a taxa de infecção atual é assustadora. É um novo desafio e as coisas parecem sombrias”, declarou à agência de notícias Ambrish Mithal, presidente e chefe do departamento de endocrinologia e diabetes da Max Healthcare, uma rede de hospitais privados na Índia.

Mithal explicou que a infecção atinge pacientes com sistema imunológico enfraquecido e condições preexistentes, principalmente diabetes e com uso inadequado de esteroides. Níveis descontrolados de açúcar no sangue podem colocar pessoas com problemas imunológicos em um risco maior de contrair a doença.

Alguns corticoesteroides, como a dexametasona e a hidrocortisona, são usados no tratamento de Covid grave, mas não são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para casos leves – porque inibem a ação do sistema imune. A própria dexametasona pode piorar quadros de diabetes.

Especialistas em saúde se preocupam com o fato de que a venda livre de medicamentos, inclusive dos esteroides, pode aumentar a prevalência da mucormicose.

O Ministério da Saúde pediu aos estados que rastreiem a propagação da doença e a declarem uma epidemia, tornando obrigatório que todas os centros médicos informem casos a uma rede de vigilância federal.

Produção de vacinas

A Índia é o maior fabricante mundial de vacinas e tem dois principais produtores de vacinas contra a Covid-19: o Instituto Serum, na cidade de Pune, que está produzindo a vacina de Oxford/AstraZeneca – inclusive exportando para o Brasil – e a Bharat Biotech, em Hyderabad, que está produzindo sua própria vacina – a Covaxin, cujos testes no Brasil foram autorizados pela Anvisa há dez dias.

O país autorizou que as empresas começassem a produzir as doses no ano passado, enquanto aguardavam aprovação formal dos reguladores. Tanto o governo quanto as empresas pensaram que, quando as vacinas fossem aprovadas, eles teriam estoques maiores do que de fato tinham. Aumentar a produção tornou-se um problema para ambas as empresas.

Com a Índia registrando centenas de milhares de novas infecções a cada dia, o governo abriu, em 1º de maio, a vacinação para todos os adultos. Isso causou um aumento na demanda que revelou a extensão da escassez. No ano passado, o plano era vacinar 300 milhões dos quase 1,4 bilhão de indianos até agosto. Mas, na verdade, o país não tinha nem perto da quantidade de doses suficientes para isso.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Paulo Mendes da Rocha, referência na arquitetura mundial, morre aos 92 anos em São Paulo
Porto Alegre amplia vacinação da Coronavac para quem recebeu a primeira dose até 18 de abril e pessoas com 60 anos ou mais nesta segunda-feira
Pode te interessar