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Economia Com queda do dólar, gastos de brasileiros no exterior batem recorde

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Esse também é o maior valor para os três primeiros meses de um ano desde 1995

Foto: Reprodução
Esse também é o maior valor para os três primeiros meses de um ano desde 1995. (Foto: Reprodução)

As despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 6,04 bilhões de janeiro a março, o que representa um crescimento de 21,9% em comparação ao mesmo trimestre no ano passado (US$ 4,96 bilhões). De acordo com o Banco Central (BC), trata-se também do maior valor para o período desde 1995. Somente em março, os gastos fora do País totalizaram US$ 1,99 bilhão, valor recorde para o mês.

O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países. Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens. No ano, o recuo acumulado foi de 8,85%.

A queda do dólar acontece em meio à guerra no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real).

Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora. Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 10,76% no primeiro trimestre deste ano. Déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período.

Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 20,27 bilhões nos três primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 22,71 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

* balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;
* serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e
* rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram pequeno recuo no primeiro trimestre de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 21,03 bilhões em investimentos entre janeiro e março de 2026, contra US$ 23,04 bilhões no mesmo período do ano passado. Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

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Indicado por Lula para ser ministro do Supremo, o Advogado-Geral da União Jorge Messias já foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional
A romaria que todos os indicados do presidente da República para o Supremo fazem aos gabinetes dos senadores é um beija-mão tão anacrônico quanto inapropriado
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