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Brasil Com a soltura de José Dirceu, se Antonio Palocci decidir não fazer delação premiada, os bancos serão os maiores beneficiados, já que ele prometia revelar práticas constrangedoras do sistema financeiro

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Audiência do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Divulgação/STF)

O ex-presidente Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são os primeiros beneficiados pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de libertar o ex-ministro José Dirceu, segundo analistas ouvidos pela Folha de S.Paulo. Todos os presos da Lava-Jato podem “surfar” na decisão do Supremo.

A delação de Palocci, por exemplo, deixa de ser uma questão desesperadora para o ex-ministro com a nova perspectiva de que o STF poderá revogar a sua prisão. Se Palocci decidir não delatar, os bancos serão os maiores beneficiados, já que ele prometia revelar práticas nada ortodoxas do sistema financeiro.

“Não é o fim da Lava-Jato, mas é o fim das prisões preventivas. Essa decisão põe um freio muito forte nas prisões e na pressão para que haja mais delações”, diz Oscar Vieira, diretor da escola de direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo.

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