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Política Comandante do Exército critica Bolsonaro e diz que as Forças Armadas não têm partido

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As declarações foram feitas no dia 18 de janeiro, em uma cerimônia em homenagem aos militares mortos no terremoto de 2010 no Haiti.

Foto: Exercito/Divulgação
As declarações foram feitas no dia 18 de janeiro, em uma cerimônia em homenagem aos militares mortos no terremoto de 2010 no Haiti. (Foto: Exercito/Divulgação)

Dias antes de ser nomeado comandante do Exército pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva fez uma palestra no Comando Militar do Sudeste em que afirmou “que uma tentativa de golpe resultaria em sangue na rua” e transformaria o Brasil em um pária internacional. No mesmo discurso, ele acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de tentar instrumentalizar o Exército, negou a tese de fraude nas urnas eletrônicas e chamou os eventos do dia 8 de janeiro de “coisa infantil, besta, burra e irascível”.

A tônica da fala de Paiva foi uma crítica à politização das Forças Armadas, reforçando o caráter de instituição de Estado, não de governo. O general afirmou ser preciso combater os “extremos dos dois lados” e chamou os manifestantes que invadiram as sedes dos três Poderes de “malucos” e “vândalos”.

“É um cara que entrou numa espiral de fanatismo que não se sustenta. O que produziu? Ia derrubar o governo assim? O Supremo muda? Todo mundo se comunica e julga por sistema online. Se jogar uma bomba no palácio, ele vai despachar de outro. Que coisa infantil, besta, burra, irascível”.

As declarações foram feitas no dia 18 de janeiro, em uma cerimônia em homenagem aos militares mortos no terremoto de 2010 no Haiti, e reveladas pelo podcast Roteirices. Antes de iniciar sua fala, Paiva advertiu que não queria ser gravado: “Eu me recuso a ter que pedir para o pessoal para deixar o celular fora, porque eu tenho plena confiança naqueles que são meus comandantes de unidade. Então eu peço que ninguém grave nada”, afirmou.

Paiva também comentou mensagens que militares passaram a receber nas redes sociais após a vitória de Lula, pedindo que as Forças Armadas tivessem “coragem” para evitar que o presidente eleito tomasse posse.

“Intervenção militar com Bolsonaro presidente. Impossível de fazer. Imagina se a gente tivesse embarcado em uma aventura. Vocês viram a repercussão mundial. A gente não sobreviveria como país. A moeda explodiria, a gente ia levar um bloqueio econômico jamais visto. Você ia ficar pária, e o povo ia sofrer as consequências. Ia ter sangue na rua (…) Coragem é o reverso. Coragem é se manter instituição de Estado, mesmo que custe alguma coisa de credibilidade e popularidade”, afirmou o general.

“Exército não tem partido”

Na gravação do dia 18 de janeiro, Paiva afirmou, ainda, que o “pessoal da extrema direita” estava corroendo as Forças Armadas, inclusive dentro da própria instituição. “O pessoal da extrema direita, que incluo pessoal nosso, está permitindo que nos ataquem, inclusive tentando destruir cadeia de comando.”

Paiva também defendeu que o Exército não pode sucumbir a posicionamentos político-partidários. “O Exército não tem partido. Isso tem de ser um mantra. Se a gente permitir que o Exército fique partidário, é o começo da nossa derrocada. Quem permite que a instituição vire partidária é a Polícia Militar, e ela sofre as consequências disso”, disse.

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19 Comentários
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Lauro Junges
28 de fevereiro de 2023 15:12

Que leis são estas que beneficiam sempre os mesmos?
Jumentos dizem que são leis.

Vanderlei Ochoa
28 de fevereiro de 2023 11:07

Brasil ACIMA DE TUDO, Leis ACIMA DE TODOS.

Renan Nt
28 de fevereiro de 2023 13:04

Não precisa entender de economia, é só ter dois neurônios…

Angelo Valerio Cunha Relvas Arelvas
28 de fevereiro de 2023 12:18

Essa foi a explicação?
Ele, sozinho, sem um único voto, decidiu o que “pensou” ser o melhor para o “povo”?
E entende de economia, também?
Pois então…👏🏼👏🏼👏🏼
🤷‍♂️🤦‍♂️

Lauro Junges
28 de fevereiro de 2023 15:11

Você é mau caráter.
Viu como caiu o desemprego no governo Bolsonaro? Agora vai voltar novamente e um jumento não vê.

Adalberto Meneguzzi
28 de fevereiro de 2023 14:48

Deu pleno emprego, desenvolvimento acelerado do país, criminosos presos e população com segurança!
E o mais importante… ferro nos comunistas bandidos e anarquistas!!

Vanderlei Ochoa
28 de fevereiro de 2023 12:32

Como a direita golpista gosta do exército. Mas é só por interesse mesmo….não se enganem. Já tivemos golpe no Brasil e deu no que deu…história é tudo.

Lauro Junges
28 de fevereiro de 2023 15:10

O que é a falta de capacete, perto dos desvios que estão acontecendo, só o jatinho do ministro viajando em leilão de cavalos, quanto custou.
Você é um mau caráter

Jose Carlos Correa
28 de fevereiro de 2023 13:47

Será que o DETRAN não vão cobrar multas sobre o Mito da Perna Podre que várias vezes dirigiu moto sem capacete????

Jose Carlos Correa
28 de fevereiro de 2023 13:49

Brasil acima de todos e as Leis acima de todos (multa no Mito da Perna Podre por digir moto sem capacete!!!!)

José Costa
28 de fevereiro de 2023 15:04

Se as leis fossem cumpridas e os “frouxas armadas” fossem sérios, uma quadrilha não teria “tomado” o poder.

Felix Etchegaray
28 de fevereiro de 2023 16:51

Vicente Santini, ex-secretário-adjunto da Casa Civil da Presidência da República, foi exonerado em janeiro de 2020 por usar um voo da Força Aérea Brasileira para ir à Índia. Agora, ele ganhou um novo posto no governo Bolsonaro, o de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.

Lauro Junges
28 de fevereiro de 2023 15:15

General assim o diabo caga de manhã quando não tem o que fazer.

Jorge Souza
28 de fevereiro de 2023 23:28

NÃO SEI SE O SENHOR LEU A REPORTAGEM , MAS ELE FALOU ANTES DE GANHAR O CARGO

Jorge Bressan
28 de fevereiro de 2023 16:45

SE ESTE COMANDANTE NÃO TIVESSE GANHO ESTE CARGO,TALVEZ ESTIVESSE PENSANDO DIFERENTE.

Nilton G Veiga
28 de fevereiro de 2023 19:59

🍉🍉🍉🍉🍉🍉🍉🍉

Marco Antonio Longo
28 de fevereiro de 2023 20:31

Está confundindo as coisas e interpretando comentários da internet ao seu modo e fora da real.

Vanderlei Ochoa
28 de fevereiro de 2023 20:40

Tu ai, direitista golpista lambe-botas. Não adianta ficar brabinho. Vocês estão errados, como estiveram em 64. Deu no que deu. Brasil estva preparado pra ser uma nação de primeiro mundo e vocês golpistras, estragaram tudo.

Getulio Dos Santos Dias
1 de março de 2023 00:12

A AMAN excluiu o sr. soprano. Mais adiante, seus ex contemporâneos {atuais generais], se tornaraam swus subordinados. Essa inversão de valores não podia dar certo. Passou dos limites aceitáves. Por isso a coisa deu no que deu. Lamentável.

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