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Economia Combustíveis: preço do diesel fecha 2025 em queda no Brasil; etanol e gasolina sobem

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Versão comum do diesel teve recuo acumulado de 0,64%. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O diesel fechou o ano passado com queda de preço ao consumidor no Brasil, enquanto a gasolina e o etanol subiram, aponta o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A versão comum do combustível registrou recuo acumulado de 0,64% entre janeiro e dezembro, enquanto o tipo S-10 apresentou uma baixa mais expressiva: 1,43%. Já a gasolina ficou 0,48% mais cara, ao passo que no etanol houve variação positiva de 4,61%.

Ao final do ano, os combustíveis fecharam com preços médios de R$ 6,19 no caso do diesel comum, e de R$ 6,22 para o S-10. O preço médio da gasolina no ano ficou em R$ 6,34, e do etanol em R$ 4,54 o litro.

“Mesmo com oscilações ao longo do ano, o etanol manteve uma trajetória de alta mais consistente em 2025”, avalia o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Avanços importantes

Em artigo publicado nesse sábado no jornal O Estado de S. Paulo, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, avaliou que o segmento de combustíveis teve avanços importantes no País ao longo do ano que se encerrou. Confira a seguir a manifestação:

“Após um período prolongado de volatilidade regulatória e incertezas, o setor encontrou maior estabilidade, sustentada por mudanças legislativas concretas, maior rigor fiscal e um cenário de preços do petróleo positivo.

A materialização das mudanças trazidas pela Lei do Combustível do Futuro foi o marco mais relevante do setor, ao aumentar a mistura de etanol e biodiesel na gasolina e no diesel. Vale destacar a importância da consolidação da monofasia tributária.

O setor, historicamente, conviveu com uma cadeia de tributação fragmentada e opaca, propícia à sonegação estruturada e distorções competitivas. Agora, a unificação da cobrança na origem, refinaria ou importação, trouxe rastreabilidade, reduziu pontos de fuga e aumentou a previsibilidade fiscal.

Esse movimento foi reforçado pela Operação Carbono Oculto, que expôs a profundidade das distorções do mercado. A ação conjunta da Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e forças policiais desarticulou redes especializadas em fraudes tributárias, uso de notas frias e adulterações, evidenciando como a opacidade e a complexidade tributária do setor permitiam que grupos organizados operassem.

A operação expôs uma das maiores vulnerabilidades da cadeia, fortalecendo ainda mais o debate sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) do Devedor Contumaz, aprovado às vésperas do recesso legislativo.

O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) também teve um bom 2025. A previsibilidade regulatória garantiu o avanço das discussões sobre abertura comercial, sem elevar o risco para o consumidor. Para além, a reformulação do programa Gás do Povo, que agora oferece o botijão de forma direta às famílias de baixa renda, consolidou o papel social do combustível.

No cenário internacional, o preço do barril de petróleo se manteve baixo e com volatilidade moderada. Para 2026, as projeções sugerem continuidade de baixos níveis, com preços inferioresa US$ 60/barril. Apesar do cenário desafiante para as grandes petroleiras, o reflexo na precificação dos combustíveis é positivo. O câmbio pode ser o principal fator de pressão no mercado interno. Em ano eleitoral, variações cambiais podem neutralizar os efeitos positivos do barril barato e afetar toda a cadeia.

O resultado das eleições também poderá ter reflexo na política de preços da Petrobras, na evolução da transição energética e na continuidade das reformas setoriais. Ou seja, 2026 tende a ser um ano em que a política terá tanta influência quanto os fundamentos de mercado.

Em síntese, 2025 entregou avanços regulatórios, maior fiscalização e um ambiente internacional favorável. A consolidação desses ganhos dependerá da capacidade de transformá-los em políticas permanentes e consistentes”. (com informações de O Estado de S. Paulo)

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