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Mundo Comemoração dos 75 anos do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial vira grande encontro de líderes. O evento relembra o desembarque das tropas aliadas na Normandia, que marcou o fim da Segunda Guerra.

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Líderes mundiais em evento de comemoração aos 75 anos do desembarque aliado na Normandia. (Foto: Reprodução)

Nesta quarta-feira (5), a rainha Elizabeth 2ª se juntou a líderes mundiais, incluindo Donald Trump e Angela Merkel, para marcar o 75º aniversário do Dia D, a maior invasão marítima da história e um feito que ajudou a encerrar a Segunda Guerra Mundial.

A rainha, o príncipe Charles, presidentes e primeiros-ministros aplaudiram em pé os veteranos, que vestiam casacos cheios de medalhas. Os ex-militares estavam em um palco gigante, e um filme dos desembarques na Normandia foi exibido.

“Todos nós tínhamos um papel a desempenhar – eu não estava nervoso – eu estava apreensivo como todos os outros”, disse Bert Edwards, recontando seu papel há 75 anos como marinheiro do navio HMS Bellona, ​​da Marinha Real Britânica.

“É algo que acontece uma vez na vida e deixa você um pouco orgulhoso por participar”, disse, durante o filme.

O evento é também um dos últimos compromissos da visita de Estado de três dias de Donald Trump ao Reino Unido.

“Há setenta e cinco anos, nesta quinta-feira (6), corajosos americanos e patriotas britânicos partiram desta ilha rumo à batalha mais importante da história”, disse Trump em entrevista coletiva em Londres na terça-feira.

“Eles avançaram desde navios e aviões, arriscando tudo para defender nosso povo e para garantir que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha permanecessem eternamente soberanos e livres para sempre”, completou.

O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a chanceler alemã, Angela Merkel, e figuras importantes de outros dez países também compareceram.

“Ao nos unirmos para homenagear aqueles cuja bravura e sacrifício nas praias da Normandia marcaram um ponto de virada na Segunda Guerra Mundial, nós nos comprometeremos a nunca esquecer a dívida que temos com eles”, disse May.

Na madrugada de 6 de junho de 1944, mais de 150 mil soldados aliados partiram de Portsmouth e arredores para começar o ataque aéreo, marítimo e terrestre à Normandia, que levaria à libertação da Europa ocidental do regime nazista.

Na época do desembarque na Normandia, as forças soviéticas vinham combatendo a parte leste da Alemanha por quase três anos, e o presidente do Kremlin, Josef Stalin, havia instado o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, a abrir uma segunda frente em agosto de 1942.

A invasão, de codinome Operation Overlord e comandada pelo general norte-americano Dwight D. Eisenhower, continua sendo o maior ataque anfíbio da história: envolveu quase 7.000 navios e embarcações ao longo de um trecho de 80 quilômetros da costa francesa.

Pouco depois da meia-noite, milhares de paraquedistas se lançaram. Depois veio o bombardeio naval das posições alemãs sobre a costa. Por fim, a infantaria chegou às praias.

Soldados americanos, britânicos e canadenses chegaram à terra firme enquanto a infantaria alemã tentava matá-los com metralhadoras e artilharia. Sobreviventes dizem que o mar estava vermelho de sangue e o ar fervendo com o estrondo das explosões.

Milhares foram mortos em ambos os lados. Cruzes brancas homenageiam os mortos em cemitérios do norte da França.

Na noite de quarta-feira, cerca de 300 veteranos que participaram do Dia D, todos com mais de 90 anos, deixarão Portsmouth em um navio e farão novamente a viagem de 1944 pelo Canal da Mancha.

Enquanto isso, na Normandia, as tropas britânicas de assalto aéreo, os paraquedistas do Exército francês e os veteranos do Dia D recriarão os desembarques aéreos.

O evento coincide com o último dia da visita do estado de Trump ao Reino Unido. O presidente americano pediu que os aliados da Otan passem a gastar mais em defesa, dizendo que eles não têm escolha senão cumprir a meta da Otan de reservar pelo menos 2% do PIB nesta área. O Reino Unido é um dos poucos membros da OTAN que cumprem a meta.

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