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Ciência Cometa 3I/ATLAS pode ser interceptado em ousada missão espacial; entenda

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O objeto interestelar 3I/ATLAS, terceiro visitante vindo de fora do Sistema Solar já identificado. (Foto: Reprodução)

Uma proposta de missão espacial avalia a possibilidade de interceptar o objeto interestelar 3I/ATLAS, terceiro visitante vindo de fora do Sistema Solar já identificado. O estudo aponta que, devido à velocidade elevada e à órbita incomum do objeto, uma missão direta é inviável. A única alternativa considerada possível é um sobrevoo, no qual a espaçonave passaria rapidamente pelo alvo.

Para alcançar o 3I/ATLAS, os pesquisadores analisam o uso da chamada Manobra Solar de Oberth. A estratégia prevê o lançamento da nave a partir da Terra, seguido por um sobrevoo em Júpiter. A gravidade do planeta seria utilizada para redirecionar a espaçonave em direção ao Sol.

No ponto de maior aproximação com a estrela, os motores seriam acionados para gerar uma aceleração intensa, aproveitando o chamado efeito Oberth.

O estudo indica que o ano de 2035 seria a janela de lançamento mais eficiente. Mesmo assim, o tempo de voo estimado varia entre 35 e 50 anos. Nesse cenário, a interceptação ocorreria apenas entre 2070 e 2085. Missões com duração inferior a três décadas são consideradas impraticáveis para essa rota.

A proposta também destaca desafios técnicos relevantes. A nave precisaria suportar condições extremas durante a passagem próxima ao Sol, exigindo um escudo térmico robusto.

Além disso, a massa disponível para instrumentos científicos seria limitada. Apesar das dificuldades, os autores defendem que a missão é factível e poderia oferecer dados inéditos sobre objetos interestelares.

Tamanho de Júpiter

Em outra frente, um estudo recente mostrou que Júpiter não é do tamanho que se imaginava. Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar. No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam.

Através de novos dados obtidos pela sonda robótica Juno, da Nasa, os cientistas conseguiram adquirir medições mais precisas do tamanho e da forma de Júpiter.

Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor do que as medições anteriores indicavam. Além disso, foi apontado também que, o diâmetro de Júpiter, do polo norte ao polo sul, é de 133.684 km (83.067 milhas), cerca de 24 km (15 milhas) menor do que o estimado.

Assim como a Terra, Júpiter não é uma esfera circular perfeita, mas sim um pouco achatado — e, com base nos novos dados, estima-se que seja cerca de 7% maior no equador do que nos polos.

Para efeito de comparação, o diâmetro do equador da Terra é apenas 0,33% maior do que o seu diâmetro nos polos.

As medições anteriores de Júpiter baseavam-se em dados coletados pelas sondas robóticas Voyager e Pioneer da Nasa no final da década de 1970. A Juno, lançada em 2011, orbita Júpiter desde 2016, transmitindo dados brutos de volta à Terra.

A Nasa estendeu a missão Juno em 2021, dando aos cientistas a oportunidade de realizar o tipo de observações necessárias para refinar as medições de seu tamanho e forma, incluindo a observação da órbita atrás de Júpiter do ponto de vista da Terra.

“Quando a sonda Juno passou atrás de Júpiter, da perspectiva da Terra, seu sinal de rádio viajou pela atmosfera do planeta antes de chegar à Terra”, disse o cientista planetário Eli Galanti, do Instituto Weizmann de Ciências em Israel, principal autor do estudo publicado esta semana na revista Nature Astronomy.

“Medir como o sinal mudava devido à composição atmosférica, densidade e temperatura de Júpiter nos permitiu sondar a atmosfera e determinar o tamanho e a forma do planeta com alta precisão. Curiosamente, essa configuração geométrica não ocorreu durante a missão principal da Juno, então esses experimentos não estavam originalmente planejados”, disse Galanti.

A Terra , que é o terceiro planeta a partir do Sol no Sistema Solar, é um mundo rochoso relativamente pequeno.

Júpiter, o quinto planeta a partir do Sol, é tão imenso que todos os outros planetas caberiam dentro dele, incluindo mais de 1.300 Terras. Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio, com traços de outros gases. Ventos fortes, visíveis como listras, e algumas tempestades dominam a aparência colorida de Júpiter.

A sonda Juno tem coletado dados sobre a atmosfera de Júpiter, sua estrutura interna, seu campo magnético interno e sua magnetosfera, a região ao redor do planeta criada por seu magnetismo interno. As informações são da CNN.

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