Terça-feira, 31 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Comissão da Câmara dos Deputados adia votação da proposta que limita decisões individuais de ministros do Supremo

Compartilhe esta notícia:

Deputados aliados do governo atuaram para barrar avanço da proposta nesta terça-feira; comissão analisa pacote que restringe poderes do Supremo

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
(Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara adiou, nesta terça-feira (27), a votação da proposta que limita decisões monocráticas (individuais) de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A Proposta de Emenda à Constituição teve pedido de vista (mais tempo para análise) solicitado por deputados governistas. Antes, deputados aliados do governo também tentaram barrar a proposta com um pedido de retirada de pauta, mas o requerimento foi rejeitado.

Na reunião, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi designado como novo relator. Antes, a relatoria era do deputado Filipe Barros (PL-PR), líder da oposição na Casa.

Segundo a presidente da CCJ, deputada Carol De Toni (PL-SC), o relator anterior não pode comparecer à reunião por estar uma agenda com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em relatório favorável, Van Hattem argumentou que a PEC não fere a legislação vigente ou infringe a Constituição. “O instrumento de decisão monocrática é frágil em comparação com as decisões colegiadas, pois pode ser revertida a qualquer momento”, justificou.

Para ele, a proposta é “absolutamente equilibrada” e evitará as chamadas “canetadas” de ministros. O texto foi aprovado pelo Senado em 2023. De acordo com a PEC, ficam proibidas as decisões monocráticas que suspendam eficácia de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado, da Câmara ou do Congresso Nacional. A proposta vale para o STF e outros tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ficam autorizadas somente as decisões monocráticas proferidas durante o período de recesso, em caso de grave urgência ou perigo de dano irreparável. Nesses casos, a medida deve ser apreciada pelos demais ministros no prazo de 30 dias corridos após o reinício dos trabalhos judiciários.

O pedido de vista foi solicitado pelos deputados Orlando Silva (PC do B-SP), Chico Alencar (Psol-RJ) e Patrus Ananias (PT-MG). Com a medida, o texto sai da pauta e deve retornar à pauta após o prazo de duas sessões deliberativas do Plenário.

Por causa das eleições municipais, os deputados acordaram datas específicas para votações. A comissão ainda não tem reuniões convocadas para a próxima semana.

Pacote contra o STF

Nesta terça-feira, a CCJ realiza reunião direcionada para a análise de quatro propostas que limitam os poderes do STF. As propostas foram pautadas pela deputada Caroline de Toni em meio às negociações do STF com o Congresso e o Executivo sobre emendas parlamentares.

O STF suspendeu o pagamento dos recursos até que o Congresso defina critérios de transparência e rastreabilidade dos recursos. Um acordo foi consensuado entre representantes dos Três Poderes e os ajustes ainda estão sendo definidos pelo Executivo e Legislativo.

Em defesa do pacote que mira o STF, o deputado Éder Mauro (PL-PA) afirmou que o “Judiciário está fazendo o papel do Legislativo”. Por outro lado, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) avaliou a reunião como uma “sessão da vingança”

“É uma mera reação à suspensão –já objeto de acordo dos Três Poderes– das emendas parlamentares. Não é assim que se legisla, não é assim que se avança no arcabouço jurídico do país”, disse Chico Alencar (Psol-RJ).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

As formas de entretenimento digital mais populares do momento
Nicolás Maduro anuncia mudanças no governo da Venezuela
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar