Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2021
A matéria altera o Código Penal para incluir o parágrafo único no seu artigo 246, a fim de prever que a educação domiciliar não configure crime de abandono intelectual
Foto: ReproduçãoA CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados deve analisar nesta quinta-feira (10) o projeto de lei que trata da modalidade de ensino domiciliar, o homeschooling.
A matéria altera o Código Penal para incluir o parágrafo único no seu artigo 246, a fim de prever que a educação domiciliar não configure crime de abandono intelectual. Na modalidade, os pais ou responsáveis assumem as funções dos professores no processo educacional.
“Não nos parece justo que um sem número de pais, detentores do direito natural de educar seus filhos, permaneçam, além do “limbo jurídico” decorrente da ausência de legislação regulamentadora, na ilegalidade pela prática de uma conduta que não possui caráter de ilegalidade”, argumenta.
O projeto de lei é de autoria das deputadas federais Bia Kicis (PSL-DF), Chris Tonietto (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC), aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que defende a matéria desde a época da campanha presidencial. O texto é relatado por Greyce Elias (Avante-MG), que votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa e, por consequente, sua aprovação.
O texto seria analisado na última quarta-feira (09), mas em função da visita do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, foi adiado. Agora, está na pauta desta quinta-feira. Caso a matéria seja aprovada pelo colegiado, segue para o plenário.
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Desde que haja plenas condições e aporte técnico para essa modalidade de ensino porque convenhamos há “país” sem condição alguma de transmitir conhecimento ou formar senso crítico nos futuros cidadãos. Muitos, independente da classe social ou partido, mal conseguem dar formação à criança, no âmbito social e cívico.