Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2015
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu nessa quarta-feira à UE (União Europeia) “ações corajosas e determinadas” para responder à crise migratória na Europa e fez um apelo para que o bloco receba 160 mil refugiados, ao apresentar seu plano para que a UE divida a responsabilidade sobre receber as pessoas que têm chegado ao continente. “Os números são impressionantes”, afirmou Juncker, em um discurso na Eurocâmara em Estrasburgo (França).
Este “é o momento de ações corajosas e determinadas para a UE”, disse Juncker, antes de pedir que o bloco distribua 120 mil refugiados, além dos 40 mil já solicitados pela comissão aos países da UE. Juncker pediu que, depois da distribuição dos solicitantes de asilo, o grupo instaure “um mecanismo permanente” para que possa enfrentar um novo fluxo migratório de maneira mais rápida.
Alemanha
A chanceler alemã, Angela Merkel, que anunciou que seu país está comprometido a receber meio milhão de migrantes por ano, se mostrou favorável à divisão. Ela considera que a proposta de Juncker, pela qual a Alemanha ofereceria mais de 31 mil vagas para os demandantes de asilo, constitui “um primeiro passo para uma divisão equitativa”. Alemanha, França e Espanha são os países com maiores cotas na proposta.
Espanha
O presidente espanhol Mariano Rajoy afirmou que ficou “reconfortado” ao escutar Juncker, que propôs um fundo fiduciário para os refugiados de 1,8 bilhão de euros. A maior parte do dinheiro seria destinada aos países de origem dos migrantes.
Religião
Juncker apelou para que não haja distinção por credo. “Não há religião, crença, filosofia quando se trata de refugiados”, disse. Na França, o município de Charvieu-Chavagneux divulgou que quer receber apenas refugiados cristãos. (France Press)
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