Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 2 de novembro de 2025
Instalada há mais de dois meses, a CPMI que investiga o escândalo das aposentadorias dos idosos ainda não produziu nenhuma grande revelação. Antes dela, a Polícia Federal já havia identificado o funcionamento da engrenagem criminosa, apontado o nome dos personagens envolvidos e iniciado o rastreio do dinheiro roubado. A expectativa é que essa terceira etapa do trabalho produza as novidades mais aguardadas. A PF descobriu, por exemplo, que o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, recebeu 5,1 milhões de reais das entidades envolvidas na fraude. A suspeita é que o advogado foi usado para ocultar o pagamento de propina ao pai. Eric foi convocado para depor. É bem provável que ele compareça munido de um habeas corpus que lhe permitirá ficarem silêncio, assim como ocorreu com outros investigados. Dependendo do que o advogado disser — ou não disser —, essa trilha é capaz de levar à compreensão de como o esquema conseguiu operar durante cinco anos, desviar cerca de 4 bilhões de reais, cooptar autoridades e atravessar dois governos.
A Polícia Federal aponta André Fidelis como suspeito de ter recebido propina em troca de emitir autorizações para que associações e sindicatos envolvidos na trama pudessem operar fraudulentamente descontos nas aposentadorias dos idosos. O repasse ao filho do ex-diretor foi feito pelo lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como “o Careca do INSS”, tido como o principal operador do esquema. André Fidelis assumiu o cargo no INSS em 2023, apadrinhado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA). O parlamentar é um político influente no Ministério da Previdência. Seu partido comanda a pasta desde o início do governo Lula. O congressista não nega ter apoiado a indicação do ex-diretor. “Ele um dia apareceu no meu gabinete pedindo apoio político. A única coisa que pedi a ele foi para nos ajudar a diminuir a fila do INSS no Maranhão”, diz o parlamentar, ressaltando que depois disso não teve mais contato com Fidelis, que foi convocado para depor, mas não compareceu alegando problemas de saúde.
Sem notícias
Weverton conta que a última notícia que teve sobre o ex-diretor foi repassada pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi, antes da eclosão do escândalo. “Uma no depois da nomeação, o Lupi me procurou para uma conversa e disse: ‘aquele rapaz que você apoiou, não estou gostando do serviço dele, não está me trazendo resultados, vou tirá-lo. Tem algum problema pra você?’.” É tudo muito peculiar. A nomeação para o cargo de diretor do INSS é uma prerrogativa exclusiva do ministro da Previdência, não precisa de apoio político de ninguém e muito menos do aval do Senado. Carlos Lupi, presidente do PDT, mesmo partido do senador, foi demitido após a descoberta das fraudes contra os idosos. Foi a segunda passagem dele pelo ministério — e também a segunda demissão. Em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, Lupi foi exonerado após usar um avião de uma entidade beneficiada por convênios irregulares assinados durante sua gestão. Weverton era assessor especial do ministro e também perdeu o posto.
Vice-líder do governo Lula, o senador é tido como responsável por uma até hoje não muito bem explicada decisão da presidência do Congresso. Logo depois da revelação das fraudes, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) decretou sigilo de 100 anos sobre informações acerca da visita de lobistas aos gabinetes parlamentares. Já se sabe que o Careca do INSS mantinha contatos com vários políticos. Um deles era exatamente Weverton Rocha. O senador confirma que, embora não tenha relação alguma com o lobista, ele esteve três vezes no seu gabinete e uma vez em sua residência. O Careca do INSS, porém, teria aparecido durante um churrasco sem ser convidado. “Ele furou uma das minhas ‘costeladas’, que todo mundo conhece em Brasília”, jura o senador. “A pessoa que o levou disse que ele foi para uma conversa (sobre negócios). Aí eu disse: ‘só atendo no meu gabinete!’.” (As informações são da Veja)
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Farinha do mesmo saco , enquanto nao ouvir pressões de tubarão não vai haver delacoes. Na questão política respinga merda pra todo lado.
Os petistas estão tão envolvidos no roubo praticado contra os aposentados que estão bloqueando tudo que é possível. É só seguir o rastro que o Rato mor vai estar na outra ponta. Quem nasceu para bandido não muda nunca.