Sábado, 24 de Outubro de 2020

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Brasil Como a saúde melhora dias, semanas, meses e anos após parar de fumar

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Médico explica que fumantes são mais vulneráveis a vírus respiratórios que os não fumantes. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Nunca é tarde demais para parar de fumar, reforçou repetidas vezes a OMS (Organização Mundial de Saúde). O tabaco é considerado letal em qualquer uma de suas formas e põe em risco a saúde dos pulmões de todos os que estejam expostos a ele, sejam ou não fumantes.

Das cerca de 56,9 milhões de pessoas que morrem anualmente por todas as causas imagináveis, no mundo, 8 milhões são vítimas do tabaco e 1 milhão morrem apenas por estarem expostas à fumaça do cigarro e de outros derivados dele, segundo a OMS.

Isso significa que, em média, o tabaco mata uma pessoa a cada quatro segundos. O cigarro é a forma mais comum de consumir tabaco. Mas há outros, como o bidi (cigarro indiano enrolado à mão), o kretek (mistura de folhas de tabaco), além de charutos, cigarrilhas, cachimbo e narguilés.

É por isso que parar de fumar é considerado um passo crucial para reduzir significativamente o risco de várias doenças cardiovasculares, cânceres e doenças pulmonares. E a OMS ressalta que, em alguns casos, abandonar o cigarro pode levar a saúde da pessoa ao nível identificado em quem nunca fumou. Mas quanto tempo isso leva? Quanto tempo leva para que um fumante que parou com o hábito comece a sentir alguma diferença em sua saúde?.

É o que a OMS responde para marcar o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado nesta sexta-feira (31). Os benefícios após 20 minutos: a frequência cardíaca e a pressão arterial diminuem. Em 12 horas: o nível de monóxido de carbono no sangue volta ao normal. Em duas semanas: a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar aumenta. Em um mês: tosse e falta de ar começam a diminuir entre 1 e 9 meses após o hábito ser abandonado.

Em um ano: o risco de doença cardíaca é cerca de metade do identificado em fumantes. Em cinco anos: no período de 5 a 15 anos após parar de fumar, o risco de ter um derrame é reduzido ao de um não fumante. Em dez anos: o risco de câncer de pulmão cai para a metade do risco de um fumante, e o risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, colo de útero e pâncreas. Em 15 anos: o risco de doença cardíaca é igual ao de um não fumante. Os dados mostram que quanto antes você parar, mais rápido verá os benefícios.

Outros tipos

Proibido no Brasil desde 2009, o cigarro eletrônico ainda é apresentado por seus fabricantes como uma alternativa mais saudável ao cigarro comum. É procurado principalmente por quem quer parar de fumar, mas também por jovens que fazem dele a porta de entrada para o tabagismo. Especialistas alertam que o cigarro eletrônico também oferece riscos, que em alguns casos podem ser iguais ou até maiores do que os do cigarro comum.

Como funcionam

A principal diferença entre os dois cigarros está no modo de funcionamento, que também determina as substâncias que acabam absorvidas pelo fumante.

Cigarro comum

O cigarro comum funciona a combustão. Quando ocorre a queima do fumo, ele solta substâncias que são inaladas na fumaça e absorvidas pelo organismo do fumante – e das pessoas próximas a ele.

Cigarro eletrônico

A principal particularidade do cigarro eletrônico é que ele funciona com baterias e sem a necessidade da queima. É uma espécie de dispositivo “vaporizador” de aromas, sabores e outros produtos químicos: álcool, glicerina e, na maioria deles, nicotina.

Esses produtos são eletrônicos e têm um reservatório de líquido que precisa ser reabastecido esporadicamente. Também têm uma fonte de energia, geralmente uma bateria, e uma ponta aberta por onde o fumante inala o vapor.

Segundo Jaqueline Scholz, cardiologista e coordenadora do Comitê de Controle do Tabagismo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o cigarro eletrônico tem, de fato, menos substâncias tóxicas, mas “está longe de ser seguro”.

 

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