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Ciência Como foi a última vez que humanos estiveram na Lua, mais de 50 anos atrás

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O astronauta Buzz Aldrin em imagem clicada por Neil Armstrong, na Lua. (Foto: Nasa/Divulgação)

Quase todo mundo que era vivo na época se lembra daquela noite de julho de 1969 em que Neil Armstrong, visível em uma imagem chiada em preto e branco, descia da escada do módulo lunar e dava seu “pequeno passo”, com a primeira caminhada humana sobre a superfície da Lua.

Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 pessoas à Lua como parte do projeto nomeado como Apollo. Segundo um artigo publicado pela “Space Next 50”, a agência gastou aproximadamente 20 bilhões de dólares durante o programa. No seu auge, em meados da década de 1960, a Nasa consumia cerca de 4% dos gastos federais anuais, em comparação com aproximadamente 0,5% nos últimos anos.

Missões precursoras

A história começa com a corrida espacial. Os soviéticos (hoje Rússia) lançam o Sputnik, primeiro satélite artificial, e a Laika, primeiro animal no espaço, em 1957, e dobram a aposta com o voo do primeiro homem ao espaço, com Iuri Gagárin, em 1961. Em inferioridade, os americanos decidem reagir propondo uma meta tão difícil e ousada para que, mesmo saindo atrás, pudessem chegar à frente dos russos.

Antes do projeto Apollo, os engenheiros da Nasa, agência espacial civil criada justamente para vencer os soviéticos na corrida espacial, desenvolveram dois programas de ínterim: Mercury e Gemini.

As missões Mercury, conduzidas entre 1961 e 1963, tinham por objetivo demonstrar a capacidade americana de lançar humanos ao espaço e provar que eles poderiam não só sobreviver, mas trabalhar de forma eficiente, num ambiente de microgravidade.

As missões Gemini, realizadas entre 1965 e 1966 e assim batizadas porque a nova cápsula tinha capacidade para dois tripulantes, demonstrariam manobras e procedimentos essenciais para futuras viagens lunares, como aproximação, acoplagem e atividades extraveiculares (as chamadas caminhadas espaciais).

Somente depois que todos esses objetivos foram cumpridos que a Nasa iniciou o projeto Apollo, que começou de forma catastrófica, com um teste em solo que gerou um incêndio e matou três astronautas antes mesmo que qualquer voo fosse realizado.

Era das Apollos

Após o lançamento bem-sucedido da primeira missão Apollo tripulada, a de número 7, em outubro de 1968, com o teste inaugural da cápsula no espaço, por causa de um atraso na fabricação do módulo lunar, a agência decidiu mudar a ordem das missões seguintes e realizar a Apollo 8 com uma viagem até a órbita da Lua, só com a cápsula, sem o módulo lunar.

Logo após, a Nasa entraria num ritmo furioso de missões lunares. A Apollo 9, realizada em março de 1969, foi a primeira missão a testar o módulo lunar, mas limitou-se à órbita terrestre. A Apollo 10 faria tudo, menos a própria alunissagem. Conduzida em maio como um ensaio geral, realizou todas as manobras necessárias ao pouso, levando o módulo lunar a poucos quilômetros da superfície, antes de um retorno para acoplagem com o módulo de comando e a partida de volta à Terra.

Finalmente, em 16 de julho de 1969, partiria a Apollo 11, responsável pelo primeiro pouso lunar tripulado da história. Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornariam os primeiros humanos a pisarem na Lua. Na sequência, a Apollo 12 repetiu o feito, mas com um pouso de precisão, descendo próximo ao local onde havia descido, dois anos antes, a sonda americana Surveyor 3.

A Apollo 13, em abril de 1970, sofreu uma explosão no tanque de oxigênio do módulo de serviço dois dias após o lançamento, a caminho da Lua. O acidente comprometeu a energia e o oxigênio, forçando a missão a ser abortada.

A Apollo 14, replicando os objetivos e o alvo da 13, de fevereiro de 1971, e os astronautas Alan Shepard (que já era o primeiro americano no espaço) e Edgar Mitchell realizaram duas caminhadas lunares, focadas em ciência. A partir da Apollo 15, a Nasa faria missões lunares mais extensas, com um módulo lunar um pouco maior e capaz de transportar mais suprimentos e combustível.

Em abril de 1972, a Apollo 16 repetiria o feito, com mais de 20 horas em caminhadas pelo solo, em meio a 71 horas “morando” no módulo pousado na superfície da Lua. Àquela altura, todos já sabiam que a próxima missão, Apollo 17, seria a última. O astronauta e geólogo Harrison Schmitt conseguiu seu lugar na derradeira missão, que bateu um recorde de estadia na superfície (75 horas), com caminhadas lunares somando 22 horas.

Era Artemís

Desde então, humanos não visitam mais o satélite natural – um hiato que já dura mais de cinco décadas.

Essa realidade começa a mudar neste ano, com a missão americana Artemis 2, que pretende contornar a Lua com quatro astronautas a bordo. Os EUA se veem mais uma vez numa corrida espacial, desta vez contra a China.

Mas agora há mais em jogo do que uma mera disputa de prestígio (a exploração de recursos naturais e o domínio do espaço cislunar), e a sustentabilidade dos programas é maior, com o avanço das tecnologias e o barateamento dos lançamentos espaciais.

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