Quinta-feira, 11 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres justificou à Polícia Federal fala de que “todos vão se f…” com a vitória do PT

Compartilhe esta notícia:

Torres foi cobrado pelos agentes da PF a explicar as declarações, no mês passado. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres foi questionado pela Polícia  Federal (PF), num depoimento prestado em 22 de fevereiro, sobre suas eloquentes falas na reunião em de 5 de julho de 2022, antes das eleições presidenciais, em que incentivou ações de ministros de Jair Bolsonaro a favor da reeleição do ex-presidente.

As declarações daquela época, registradas em vídeo, vieram à tona com a investigação da PF sobre uma tentativa de golpe ao fim do mandato de Bolsonaro. Disse Torres aos pares na ocasião:

“Senhores, todos vamos se foder! (…). Eu já sei como eles (do PT) vão trabalhar no âmbito da Polícia Federal.”

Torres foi cobrado pelos agentes da PF a explicar as declarações, no mês passado. De maneira muito mais polida, minimizou qualquer desconfiança em relação ao trabalho da corporação, responsável por prendê-lo após os atos golpistas de 8 de janeiro (ele estava fora do Brasil enquanto o Distrito Federal, de onde era Secretário de Segurança Pública, agonizava). Dessa vez, disse o ex-ministro:

“Que as afirmações se tratavam de um chamamento para que todos os ministros atuassem dentro de suas pastas para que pudessem contribuir com o processo eleitoral que viria e uma almejada vitória; que a expressão ‘se foder’ significava a perda de todos os avanços que cada um tinha obtido ao longo dos quatro anos de trabalho hercúleo e muita entrega em cada uma de suas pastas (…)”.

Minutas

Em depoimento à PF na investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado, Torres negou ter participado de reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada após o segundo turno das eleições 2022 nas quais foram discutidas minutas golpistas para reverter o resultado das eleições e manter Bolsonaro no poder.

Ele ainda negou ter repassado a minuta golpista encontrada em sua residência pela PF ao então presidente ou mesmo a algum outro integrante do governo, e disse que os documentos do tipo estavam “banalizados” na ocasião.

O relato da PF sobre o depoimento de Torres está entre os tornados públicos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes na tarde dessa sexta-feira (15). Segundo o texto, Torres afirmou: “Que reitera que suas idas ao Alvorada eram para despachar temas do Ministério com o então presidente; que afirma categoricamente que, em nenhuma oportunidade no Palácio da Alvorada naquele período (após o segundo turno das eleições), tratou de golpe de estado, abolição do Estado Democrático de Direito, Garantia da Lei e da Ordem, Estado de Sítio, Estado de Defesa, intervenção militar ou algo do gênero”.

A versão diverge da apresentada à PF pelos ex-comandantes da Força Aérea e do Exército, que afirmaram que Torres teria participado de algumas das reuniões para dar explicações sobre os mecanismos jurídicos que estavam sendo cogitados por Bolsonaro para se manter no poder.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O general Heleno ficou “atônito” com recusa de ex-chefe da FAB de participar da tentativa de golpe de Estado
Polícia Federal apreendeu dois textos golpistas em investigação; veja o que diz cada um
Pode te interessar