Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2017
Apesar de começarem a vender neste mês as passagens sem despacho de bagagem, as empresas aéreas ainda não têm um mecanismo para cobrar a mala-de-mão que exceder o limite permitido por passageiro que chegar com ela ao portão de embarque. Na prática, isso permitirá que o viajante despache sem pagar.
Com as alterações de regulamentação feitas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), desde o dia 14 de março o passageiro tem direito de levar a bordo uma mala de mão com até 10 kg – antes, o limite era 5 kg. Até ontem, porém, nenhuma companhia cobrava pelo despache. A partir de hoje, a Azul venderá tarifas com pelo menos R$ 30 de desconto para quem optar por viajar apenas com uma unidade de mão. A Gol passa a fazer o mesmo no dia 20. A Latam pretende começar a cobrar até o fim deste mês, mas ainda não definiu uma data, e a Avianca não tem previsão.
O passageiro que fizer check-in pessoalmente no balcão deverá ter o tamanho de sua bagagem de mão conferido, como já ocorre. Já quem fizer o check-in pela internet e optar por não despachar só terá a mala de mão inspecionada no portão de embarque. Azul fará essa fiscalização no “olhômetro”. Caso o funcionário avalie que a unidade excede os limites, pedirá que ela seja colocada no bagageiro.
A Azul informou que a intenção, nos primeiros meses, é analisar como a operação ocorrerá e se serão necessárias modificações. A empresa destacou que poucos clientes deverão aderir às tarifas sem bagagem agora, já que esse tipo de passagem, por enquanto, estará disponível em apenas 15 de suas 215 rotas.
A Gol também não deverá cobrar pela bagagem de mão excedente no embarque. Os funcionários utilizarão “gabaritos” para conferir as dimensões da mala e vão encaminhá-la ao bagageiro, se necessário.
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