Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2020
Comprar e vender por e-commerce se tornou o único caminho possível para grande parte de lojistas e clientes durante o período de isolamento social por conta do coronavírus. Segundo pesquisa da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) em parceria com a empresa de soluções antifraude Konduto, os pedidos no e-commerce brasileiro registraram crescimento de 47% em abril.
Sem poder sair às ruas, muitas pessoas passaram a aderir às transações online. A mudança também se reflete no valor médio das compras, que subiu de R$ 417,82 em março para R$ 492,43 no último mês — um crescimento de 18%. Segundo Maurício Salvador, presidente da ABComm, a curva do e-commerce brasileiro hoje já é muito maior do que no início de 2020.
A chegada de novos lojistas, que migraram do negócio físico para o online, e a consequente proliferação de ofertas exige que os consumidores redobrem a atenção na hora de encher o carrinho virtual. Isso porque criminosos podem aproveitar o aumento no fluxo de compras para atrair vítimas a sites falsos, vender produtos inexistentes e roubar dados de cartão de crédito.
Veja abaixo algumas dicas para comprar com segurança e aproveitar as ofertas em lojas online:
1) Use sites e extensões para procurar os melhores preços
A internet está repleta de ferramentas para quem quer economizar nas compras online. Comparadores como Zoom e Buscapé, por exemplo, permitem monitorar preços em diversas lojas virtuais e configurar alertas para quando o produto estiver abaixo de determinado valor.
O consumidor também pode recorrer a serviços que oferecem cashback e cupons de desconto: é o caso do Méliuz e Cuponomia, que têm extensão para Google Chrome. Aliás, os plugins para navegador são ideais para não perder oportunidades de economia, já que alertam sobre descontos quando o consumidor está navegando no site da loja.
2) Verifique a reputação da loja
Antes de concluir qualquer compra, é fundamental pesquisar a reputação da loja. Uma das principais ferramentas para fazê-lo é o Reclame Aqui. O site, que registra reclamações de clientes e permite acompanhar as respostas da empresa às queixas, atribui uma nota a cada e-commerce e tem um selo para destacar as lojas com excelentes índices de atendimento.
3) Informe-se sobre os direitos do consumidor
Em caso de problemas com a loja após a compra do produto, é importante que o cliente saiba quais são os seus direitos. Entre as garantias asseguradas pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor) está o direito ao arrependimento, válido sempre que o produto for adquirido fora de um estabelecimento comercial. O prazo para desistência é de sete dias, contados a partir da compra ou do recebimento da mercadoria.
A lei também estabelece o direito à troca em caso de defeito. Embora a maior parte das lojas informe que o prazo para troca é de apenas sete ou 15 dias úteis, o CDC afirma que o consumidor tem até 30 dias para reclamar de problemas em bens não duráveis, como alimentos e bebidas. Para os bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis e roupas, o tempo é ainda maior: 90 dias.
4) Observe as formas de pagamento
Sempre desconfie de sites que não permitem pagar com cartão de crédito, mesmo que a página utilize o protocolo HTTPS. Isso porque, para gastar menos com infraestrutura, criminosos podem recorrer a golpes mais simples, que não envolvem roubo de dados bancários.
Nesses casos, o mais comum é ver anúncios de produtos caros por preços muito atrativos, com pagamento via boleto falso ou transferência bancária. Para evitar cair em fraudes, observe as opções de pagamento e dê preferência a e-commerces que aceitam plataformas de pagamento garantido, como PayPal.
5) Não utilize computadores de terceiros
Utilizar computadores de terceiros ou com acesso público, como em bibliotecas ou lan houses, para fazer compras online não é uma prática aconselhável. As máquinas podem estar infectadas com malwares capazes de roubar dados pessoais e financeiros.
6) Não salve os dados de pagamento
Embora cômoda, a prática de salvar os dados do cartão de crédito ao fazer compras online está longe de ser segura. Consumidores que adotam esse hábito estão, na verdade, colocando suas finanças em risco. Isso porque mesmo as lojas mais confiáveis podem falhar em proteger os dados dos clientes e acabar expondo milhares de informações sensíveis online. Além do risco do vazamento de dados, há também a possibilidade de debitar compras indevidas.
7) Guarde os e-mails de confirmação
Guardar os e-mails de confirmação de compra é uma forma de se resguardar em caso de problemas com a loja. As mensagens têm efeito de prova, de forma que, se houver qualquer inconsistência entre o que foi prometido e o que foi cumprido pela empresa, o consumidor pode abrir uma reclamação no Procon e garantir o cumprimento dos seus direitos. Além dos e-mails, lembre-se também de guardar a nota fiscal.
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