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Geral Condenado a 15 meses de prisão, ex-presidente da África do Sul se entrega à polícia

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O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi preso na quarta-feira (7) para cumprir uma sentença de 15 meses de detenção por desacato à Justiça: ele se negou a comparecer a um interrogatório no final de junho. A prisão ocorre mais de três anos após Zuma renunciar ao mandato em meio a acusações de corrupção.

A família de Zuma afirma que ele se entregou voluntariamente para cumprir a sentença. O prazo final para que o ex-presidente se entregasse por conta própria terminou na meia-noite de quarta.

Zuma, de 79 anos, deveria ter começado a cumprir pena ainda no domingo, mas a Justiça do país aceitou ouvir seus argumentos em 12 de julho, e suspendeu a ordem até lá.

De veterano do apartheid a investigado

Zuma era tido como um veterano da luta contra o regime de apartheid. No entanto, desde que ele saiu da presidência, em 2018, foi citado em escândalos. O ex-presidente é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. Ele presidiu a África do Sul entre 2009 e 2018. Na presidência, é suspeito de ter permitido que três empresários recebessem dinheiro de forma ilegal do Estado.

Ele só renunciou após ser forçado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mesmo de Nelson Mandela.

Antes disso, quando era vice-presidente do país, acumulou acusações de fraude, corrupção e crime organizado por causa da compra de equipamentos militares de cinco empresas europeias. As negociações ocorreram 1999 em um contrato de US$ 2 bilhões.

Condenação

A condenação de 15 meses de prisão por desacato à Justiça foi decidida após Zuma negar a comparecer a uma comissão anticorrupção no final de junho. O caso do ex-presidente está sob responsabilidade do Tribunal Constitucional, máximo órgão judicial da África do Sul.

Zuma compareceu apenas uma vez diante da comissão e ignorou várias convocações posteriores. Ele alegava razões médicas ou que estava preparando sua defesa para outros casos.

O ex-líder pediu que a pena seja anulada por ser excessiva e também por expô-lo aos riscos de uma infecção pelo coronavírus. Para ele, a pena é uma declaração política. Ele diz ainda que é vítima de uma caça às bruxas e que a promotoria é enviesada. As informações são do portal de notícia G1.

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