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Porto Alegre Condomínio é invadido na Zona Norte de Porto Alegre

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A Brigada Militar monitora a ocupação

Foto: Divulgação
A Brigada Militar monitora a ocupação. (Foto: Divulgação)

Um grupo de pessoas invadiu, na manhã de sábado (27), um condomínio localizado na Avenida João Ferreira Jardim, 368, no bairro Rubem Berta, na Zona Norte de Porto Alegre.

O empreendimento, chamado Residencial Sevilha, deveria ter sido entregue aos compradores em 2016 pela construtora Porti, mas ainda está inacabado. Segurados pela Caixa Econômica Federal, os adquirentes aguardam a conclusão das obras do condomínio, que faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A construtora espanhola paralisou os trabalhos em 2017, quando as obras estavam 80% concluídas, alegando problemas financeiros. Em 2018, foi acionado o seguro da Caixa para a retomada dos trabalhos. Uma nova construtora foi contratada para terminar o empreendimento.

“A Caixa retomou as obras através do seguro da obra, não é obra abandonada, já foram vendidas todas unidades para os adquirentes através do Minha Casa, Minha Vida”, afirmou, neste domingo (28), a advogada Tabata Renata Yokoyama Fritsch, que representa a associação dos compradores dos imóveis.

“Tem mais de 300 famílias que adquiriram, pagaram por esses imóveis, inclusive, muitos moram de aluguel ou com parentes”, destacou a advogada. “Os invasores estão quebrando coisas dentro das torres, bem como carregando móveis para dentro do local. Existem muitos barulhos de coisas sendo quebradas, destruídas, ou seja, depredando o patrimônio alheio”, destacou.

Conforme testemunhas, os invasores estariam recebendo o apoio de partidos políticos de esquerda. A reintegração de posse foi solicitada na Justiça. A Brigada Militar monitora o local.

“Nós, os compradores, que pagamos por esse imóvel, somos, no momento, os verdadeiros ‘sem-teto’. Muitos gastaram economias de uma vida inteira no sonho da casa própria e agora estão morando de aluguel ou de favor. Como se não bastasse o atraso para a entrega do empreendimento, agora ocorre essa invasão absurda!”, declarou um dos compradores.

A ocupação causou revolta e desespero nos adquirentes, que se concentraram em frente ao condomínio neste final de semana. Vizinhos destacaram um grande “entra e sai” de invasores no local neste domingo. “Estão cavando, procurando água. Estão batendo direto, talvez quebrando paredes, e gritando toda hora que eles ganharam os apartamentos”, revelou um morador da região.

“Estamos entrando para posteriormente fazer uma negociação”, afirmou um representante dos invasores, destacando que o grupo recebe orientações de um advogado.

A fala do homem deixou os compradores indignados. “Que direitos? Direitos temos nós, que pagamos por isso e ainda não recebemos”, disse o proprietário de uma das unidades habitacionais.

Cerca de 400 pessoas estariam no condomínio, provocando aglomerações em meio à pandemia de coronavírus. Os invasores afirmaram que não deixarão o local. Conforme testemunhas,  os vigias que estavam na obra receberam ameaças dos invasores para permitir a ocupação.

Portão foi derrubado pelos invasores. (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

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