Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2022
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse, neste domingo (20/11), considerar que a Conferência do Clima (COP27), encerrada em Sharm el-Scheikh, no Egito, deu um sinal político necessário e um passo em direção à justiça. Mas os resultados ainda não tiram o planeta do que chamou de “sala de emergência”.
Em uma mensagem em vídeo, Guterres disse que a Conferência deu um passo importante ao aprovar a criação de um fundo de perdas e danos relacionados ao clima, uma proposta defendida por países em desenvolvimento. Segundo ele, é um sinal necessário, mas ainda insuficiente.
Para o secretário geral da ONU, limitar o aquecimento do planeta a 1,5º C requer um investimento maciço em combustíveis renováveis e acabar com o que chamou de “vício em combustíveis fósseis”. Segundo ele, é preciso evitar uma disputa energética que prejudique os países mais pobres em último lugar, assim como ocorreu – diz ele – com as vacinas contra a Covid-19.
António Guterres defendeu ainda que a justiça climática significa “finalmente” cumprir a promessa de financiamento de US$ 100 bilhões por ano a países em desenvolvimento. Deve haver também clareza nos financiamentos à adaptação às mudanças climáticas e mudanças nos modelos de negócios de bancos multilaterais e instituições financeiras internacionais.
Combustíveis fósseis
O secretário-geral da ONU também destacou que a “necessidade de reduzir drasticamente emissões” não foi abordada durante o evento encerrado neste final de semana.
“Precisamos investir maciçamente em renováveis e acabar com nosso vício em combustíveis fósseis”, disse Guterres. “Devemos evitar uma disputa energética em que os países em desenvolvimento terminem em último lugar – como ocorreu na corrida pelas vacinas contra covid-19”, complementou.
Para o secretário-geral, as Parcerias de Transição de Energia Justa são caminhos importantes para acelerar a eliminação gradual do carvão e ampliar as energias renováveis. Nesse sentido, defendeu a criação de um Pacto de Solidariedade Climática em que os países se comprometam a fazer um esforço extra para reduzir as emissões nesta década em linha com a meta de 1,5 grau.
“Precisamos reduzir drasticamente as emissões agora – e esta é uma questão que esta COP não abordou. Um fundo para perdas e danos é essencial – mas não é uma resposta se a crise climática apagar um pequeno estado insular do mapa – ou transformar um país africano inteiro em deserto. O mundo ainda precisa de um salto gigante na ambição climática. A linha vermelha que não devemos cruzar é a linha que leva nosso planeta acima do limite de temperatura de 1,5 grau”.
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Blá, blá,blá…infinitas reuniões, palestras, simpósios, convenções, conferências, etc; mudam os nomes, algumas pessoas e o resultado continua o mesmo, ou seja, as grandes potências que foram destruidoras de suas florestas e na atualidade os maiores poluidores do planeta agora de olho em terras novas para também destruírem tudo em busca de mais riquezas. Todo esse dinheiro disponibilizado será cobrado lá na frente não se enganem.
Tudo jogo de cena para esta turma se apossar do que não é deles. Porque não afrontam a Europa com as suas usinas de carvão ??? Ou os 2 maiores poluidores mundiais: EUA e CHINA ???
Hipócritas!