Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2020
Pela facilidade e segurança, a poupança continua sendo a aplicação financeira preferida pelos brasileiros. Mas com uma taxa básica de juros (Selic) na mínima histórica de 4,5% ao ano, a modalidade tem rendido menos que a inflação. Dessa forma, o ideal não seria a busca por investimentos de maior rentabilidade para proteger o patrimônio?
Para 88% dos entrevistados por uma pesquisa do instituto Datafolha, a resposta é “não”: eles ainda optam por deixar o dinheiro na caderneta. Especialistas avaliam que a explicação para essa postura conservadora está em dez mitos que ainda afastam os brasileiros do mercado de investimentos. Saiba, a seguir, quais são.
Poupança é mais segura
No mundo dos investimentos, são três tipos de risco: de mercado, de liquidez e de crédito. No primeiro caso estão os fatores que influenciam no rendimento da aplicação: taxa de juros, variação cambial, preço das ações etc. Já a liquidez é o tempo que a aplicação leva para ser resgatada e o risco de crédito é condição que o emissor tem para pagar ao investidor. Nesse sentido, o dinheiro da poupança pode ser sacado a qualquer momento.
Investir é para os ricos
Existem opções de investimento para todos os bolsos. O valor mínimo no Tesouro Direto, por exemplo, é de R$ 36,44. O Tesouro indexado à taxa Selic, com vencimento em 2025, tem valor mínimo de R$ 104,89. Há fundos no mercado com investimentos a partir de R$ 100, e ações na Bolsa que valem centavos. Não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir.
Dinheiro vai ficar preso
Há diversas opções no mercado com liquidez diária, ou seja, em que o dinheiro pode ser sacado no mesmo dia ou no dia seguinte. Entre elas, os títulos do Tesouro, além de algumas opções de renda fixa e até mesmo alguns fundos.
Imóveis são mais garantidos
A liquidez é o principal risco de se investir em imóveis, ou seja: não é tão fácil e nem rápido vendê-los, caso a pessoa precise do dinheiro. Além disso, há risco de desvalorização dependendo da região, condições do próprio imóvel e contexto econômico nacional.
Tem que ser especialista
Mesmo não sendo especialista, é importante que o investidor estude sobre o mercado e as opções que melhor atendem ao seu perfil e realidade. Há sites de investimentos que oferecem simuladores que ajudam a decidir onde fazer as aplicações.
Aplicações financeiras pagam IR
Existem investimentos isentos de Imposto de Renda, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). No Tesouro Direto, as alíquotas de IR variam de 15% a 22,5%. Para investimentos de longo prazo, mesmo com o pagamento do imposto, a rentabilidade maior compensa o pagamento do IR na hora de sacar o dinheiro.
Bolsa é muito arriscada
Investimentos em ações estão entre os mais arriscados. A recomendação é que a menor parte da carteira de investimentos esteja alocada em ações. Mas há opções com menor risco dentro da Bolsa de Valores. E, para quem não tem tanta experiência com investimentos, os fundos multimercado são uma boa opção, já que são controlados por um gestor experiente.
Bancos não são confiáveis
Muitas pessoas já passaram por situações ou ouviram histórias de alguém que acabou comprando um fundo de capitalização ou algum investimento ruim por orientação de um gerente ou corretor. Isso acabou gerando um medo de que o banco ou a instituição empurre uma aplicação só para bater metas. O ideal é começar com investimentos de baixo risco e depois experimentar opções mais arriscadas.
Posso ficar rico investindo
Em geral, quem entra no mercado financeiro pensando em ficar rico tem grandes chances de que isso não aconteça jamais. Há quem consiga ganhar muito dinheiro operando na Bolsa de Valores, mas são especialistas. A verdade é que investimento não torna o sujeito rico, mas o trabalho e a cultura de poupar. O investimento serve para proteger o que foi conquistado e potencializar os ganhos.
Bom desempenho no passado
Uma estratégia comum de quem busca um investimento é observar o histórico de rentabilidade. Mas é preciso cuidado para não se limitar a períodos curtos. Classificar os fundos pela rentabilidade dos últimos 12 meses e ver o que mais subiu não é a estratégia certa. O melhor é observar um período mais longo (cinco anos, por exemplo), que vai mostrar se aquela opção é consistente.
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