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Cláudio Humberto Congresso flerta com pacote de Milei na Argentina

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Provocou reações de admiração no Congresso o “revogaço” de Javier Milei, anulando leis e promovendo uma desregulamentação de proporções “bíblicas”, e medidas como a proibição de manifestações com obstrução de ruas. Apesar de a maior parte das medidas já ter sido adotada no Brasil, a expectativa é que o DNU (Decreto de Necessidade e Urgência), versão argentina da medida provisória, inspire projetos idênticos por aqui. O anúncio de Milei foi acompanhado no Congresso.

Hora da rebordosa
“O país está um caos por causa justamente da esquerda”, disse Maurício Marcon (Podemos-RS), “agora sentem no bolso o mal que fizeram”.

Aluguel agora é livre
Milei descomplicou o aluguel, cheio de amarras, fortalecendo o contrato, cujos termos serão definidos pelas partes, incluindo a moeda utilizada.

Se metiam até no futebol
Os peronistas proibiam até futebol-empresa. Milei autorizou sociedades anônimas (como a brasileira SAF). A decisão será dos clubes.

Foco em gerar empregos
O revogaço moderniza as relações de trabalho, também privilegiando o contrato e abrindo caminho para geração de empregos.

Lira se impacienta e fica agressivo com deputados
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) abandonou o jeito cordial para disparar línguas de fogo, em noite de votação do orçamento. Ao ouvir Marcel van Hattem (Novo-RS) dizer que a Casa “virou kinder ovo, cheia de surpresas”, referindo-se a pautas inesperadas, Lira ameaçou: “Essa ousadia parlamentar vai acabar”. Sargento Gonçalves (PL-RN), de primeiro mandato, também levou invertida após dizer que “há algo de errado” na pauta: “O senhor é principiante, terá tempo para aprender”.

Antecedência
O principiante André Fernandes (PL-CE) foi solidário a Gonçalves. Disse que, deputado estadual, tinha tudo com antecedência de uma semana.

Voz da experiência
Lira não reagiu ao calejado Chico Alencar (Psol-RJ): “A antecipação é prometida e muitas vezes não cumprida; não é ousadia parlamentar”.

Subindo o tom
Hattem (Novo-RS) pegou pesado: “Lamento a covardia de tirano”, disse, sob aplausos. Lira reiterou a ameaça: “Essas brincadeiras vão acabar”.

Presente de grego
Durante a última sessão do Congresso, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) protestou contra o aumento do indecoroso fundo eleitoral, que seu partido nunca usa: “É um presente de grego para os brasileiros”.

Ladrão de estimação
“Aos petistas que não gostam de mim: o que falei mal do ladrão de estimação de vocês esse ano, fiquem tranquilos, 2024 tem mais”, avisa Nikolas Ferreira (PL-MG), após ameaça de cassação por xingar Lula.

Falando besteiras
O relator da Lei Orçamentária Anual, Luiz Carlos Motta (PL-SP), reagiu ao chilique de Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre orçamento: “Tem deputado que não veio às reuniões e, no encerramento, vem aqui falar besteira”.

Esconder o quê?
Jorge Seif (PL-SC) conseguiu apoio de 27 senadores, possibilitando a tramitação da PEC do Voto Aberto, que ganhou força após aprovação em voto secreto de Flávio Dino para o STF. O senador é o autor da proposta.

Natal mais caro
A carestia da cesta de Natal, que subiu 8,9% neste ano, pesou no bolso do brasileiro e foi percebida até por parlamentares, “nem o Papai Noel teve sossego nesse Natal”, refletiu a deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Anistia em pauta
De autoria do senador Marcio Bittar (União-AC), a proposta que anistia envolvidos nos atos de 8 de janeiro ultrapassou as 27 assinaturas e já tem o número mínimo exigido para tramitar no Senado.

Mau agouro
O suplente Marcelo Ramos, que já foi deputado, deu as caras nas votações finais da Câmara, fazendo a maior pose de quem vai tomar o lugar do líder evangélico Silas Câmara, cassado pelo TRE do Amazonas.

Feliz Natal
A equipe da coluna agradece e retribui as muitas mensagens que recebeu com desejos de Natal Feliz e um Ano Novo esplêndido, com saúde e, se os políticos não atrapalharem, prosperidade.

Pensando bem…
…corruptos confessos e depois ex-condenados têm certeza de que o Papai Noel não mora no polo norte e sim na Praça dos Três Poderes.

PODER SEM PUDOR
Democracia’ garantida
Nos anos 1940, apesar do fim da ditadura de Getúlio Vargas, o poder político era definido segundo a vontade dos “coronéis”, no interior. Caso de São Caetano, no agreste pernambucano. Lá, mandava o “coronel” João. Na primeira eleição após o Estado Novo, ele destacou capangas para o trabalho, digamos assim, de “boca de urna”: ficavam nas proximidades dos locais de votação perguntando aos eleitores se eles votariam no candidato do coronel. Se a resposta fosse “não”, os eleitores ouviam a “sugestão”: “Acho melhor o senhor não votar, não. É para não atrapalhar a democracia.”

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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