Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de março de 2020
Adotadas por governos federais ou estaduais, medidas rigorosas de isolamento estão em vigor em todos os 20 países mais afetados pelo coronavírus, no momento em que o número de infectados no mundo ultrapassa os 500 mil, e as mortes chegam a quase 24 mil. Acompanham-nas ações econômicas conduzidas pelo Estado para socorrer indivíduos e empresas, que levaram países austeros, como a Alemanha, a aumentarem o seu endividamento pela primeira vez em anos.
O governo federal do Brasil se destaca dos demais por ser o único entre os mais afetados cujo líder minimiza os riscos da pandemia. A recusa ao isolamento foi compartilhada por países como Itália e Espanha, que reviram sua posição após a contagem de mortos disparar, fechando-se quando o coronavírus já estava amplamente disseminado.
Saiba o que fizeram alguns dos países mais afetados:
– Estados Unidos: As medidas de confinamento foram adotadas por mais da metade dos estados e alguns municípios, além de serem “recomendadas” pela Casa Branca, e alcançam mais de um terço da população do país. O Congresso aprovou um plano de estímulos de US$ 2 trilhões para a economia, que inclui a distribuição pelo governo de US$ 1.200 para milhões de americanos, além de ajudar empresas.
– China: Impôs quarentena total por dois meses sobre quase 60 milhões de pessoas na província de Hubei e limitou a movimentação de mais de 760 milhões de pessoas no resto do país. O governo buscou ativamente rastrear todos os casos da doença, com testes rápidos e gratuitos, e organizou um sistema de distribuição de comida para a população. Prepara um pacote de mais de US$ 500 bilhões em investimentos.
– Itália: Após o número de casos explodir, o governo federal adotou isolamento total, exceto em serviços considerados essenciais. O governo aprovou um plano de 127 páginas para ajudar os italianos durante a crise, que oferece 600 euros para autônomos e ajuda a empresas pequenas e médias.
– Espanha: Decretou estado de emergência dia 14 de março, com todos os cidadãos sob ordem para ficar em casa, exceto para comprar comida, remédios e trabalhar em serviços essenciais. Aprovou um pacote de 200 bilhões de euros, 20% do PIB, que garante benefícios para quem perder o emprego, e destina 100 milhões de euros para as empresas.
– Alemanha: Encontros de mais de duas pessoas em público estão proibidos e serviços como restaurantes e cabeleireiros estão fechados. Anunciou pacote de 822 bilhões de euros, endividando-se pela primeira vez desde 2013. Inclui proteções a empresas pequenas e grandes e a trabalhadores, além de benefícios especiais para categorias como artistas. Proibiu despejos por falta de pagamento de aluguel.
– França: Decretou quarentena nacional de 15 dias a partir de 17 de março, sob pena de multas. Anunciou um pacote de “guerra financeira” de 300 bilhões de euros, que cobre o salário de trabalhadores afetados, inclui a suspensão de taxas como luz e água, e também criará um “fundo de solidariedade” para empresas forçadas a fechar e para pequenas empresas cuja receita caiu mais de 70% em março.
– Irã: Em recessão profunda devido às sanções americanas, suspendeu eventos esportivos e grandes aglomerações, incluindo o ano novo, mas não adotou quarentena. Nesta semana, foi anunciada a proibição de viagens internas. O país recebeu ajuda humanitária até de rivais, como os Emirados Árabes Unidos, e tem construído fossas coletivas para enterrar as vítimas do vírus.
– Suíça: Escolas, bares, restaurantes e lojas estão fechados até abril, e estão proibidos encontros com mais de cinco pessoas. Anunciou um pacote para cobrir os salários dos trabalhadores formais e informais.
– Reino Unido: Decretou quarentena completa, exceto para serviços considerados essenciais, com multas “ilimitadas” para quem desrespeitar as regras. Anunciou pacote de ajuda “sem precedentes”, que inclui o pagamento de até 80% do salário dos trabalhadores, isenção fiscal a empresas, apoio a autônomos e a proprietários de imóveis, entre outros.
– Coreia do Sul: Adotou um sistema sem quarentena, baseado em testes rápidos e disponíveis em larga escala, considerado um dos mais bem organizados programas de contenção do mundo. Medidas extensivas foram tomadas para rastrear e isolar a população infectada, assim como quem teve contato com ela. A rápida detecção foi considerada crucial para impedir a propagação do vírus. As informações são do jornal O Globo.
Os comentários estão desativados.