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Mundo Conheça dez curiosidades sobre as eleições nos Estados Unidos

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Democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump disputam a eleição presidencial nos EUA. (Crédito: Reprodução)

A disputa entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump chega ao fim nesta terça-feira, quando os eleitores americanos forem às urnas escolher o novo presidente. Pensando nisso, a reportagem separou dez detalhes pouco explorados sobre a política americana. Confira.

Guerra ao álcool.

Se por um lado não há mais leis em nível estadual proibindo a venda de álcool no dia da eleição, algumas cidades e condados mantêm a proibição em Estados como Indiana. Lá, 18 cidades e sete condados têm regulações locais proibindo a comercialização no dia 8 de novembro.

Banimento de ateus.

Os Estados Unidos teoricamente separam Igreja de Estado, mas alguns Estados tentaram driblar a lei exigindo que os candidatos pelo menos acreditem em Deus. No Texas, por exemplo, não é permitido fazer testes religiosos para ser elegível, mas é exigido que o candidato “reconheça a existência de um ser supremo”.

Adesivos eleitorais.

Ainda não está claro se usar adesivos virou uma tendência nacional, mas os eleitores americanos frequentemente deixam um local de votação ostentando a frase “Eu votei”.

Cronômetro.

O Estado de Indiana permite uma permanência de três minutos na cabine de votação durante as primárias e de apenas dois minutos durante as eleições gerais e municipais. Mas somente um funcionário membro do comitê eleitoral pode retirar alguém da cabine, de acordo com Angela Nussmeyer, codiretora da Divisão Eleitoral de Indiana.

Banimento de idiotas.

A Constituição do Kentucky proíbe “idiotas e pessoas insanas” de votar – mas um juiz precisa determinar que alguém é incompetente e incapaz.

Os termos “idiotas” e “pessoas insanas” se referem a pessoas com deficiências mentais – é assim que elas eram chamadas na época da criação da regra – e continuam presentes em Estados como Ohio, Novo México e Mississippi. “Nenhum idiota ou pessoas com insanidade devem ter o privilégio de ser um eleitor”, diz o Artigo 5 da Constituição de Ohio. No entanto, um Tribunal de Justiça precisa determinar a incompetência.

Votando várias vezes.

Ao menos sete Estados permitem que os eleitores mudem de ideia caso tenham votado antes do dia da eleição. Considerando que cerca de 40% dos eleitores votaram antecipadamente este ano, essa lei chamou certa atenção durante a campanha.

O candidato republicano Donald Trump chegou a pedir aos eleitores em Wisconsin que votem de novo caso estejam sentindo algum remorso por apoiar sua rival Hillary Clinton.

Cães de aluguel.

O NextGen Climate, um comitê político focado em mudança climática, planeja levar filhotes de cachorro a locais de votação em Iowa, Carolina do Norte, Pensilvânia, Nevada e New Hampshire para tentar atrair eleitores jovens.

O grupo teve a ideia quando percebeu que as taxas de registro e comparecimento de eleitores era maior onde voluntários traziam cachorros em comparação aqueles sem a campanha canina, segundo o site Business Insider.

Duelos proibidos.

Pode parecer antiquado desafiar alguém a um duelo, mas se alguém ainda o fizer, estará proibido de assumir um cargo em Tennessee. E se alguma autoridade de fato participar de um, será punida e correrá o risco de perder o seu cargo.

Voto no espaço.

Uma lei de 1997 do Texas – aprovada por deputados e assinada pelo então governador (e futuro presidente) George W Bush – criou um procedimento técnico permitindo que os astronautas votem a partir do espaço.

Escolha sua bíblia.

Ainda que a Constituição americana não obrigue um presidente a fazer um juramento usando uma Bíblia durante sua cerimônia de posse, George Washington deu início à tradição ao usar sua Bíblia massônica na posse.

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