Terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2026
A atriz Fernanda Montenegro no Oscar de 1999, onde concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Principal por seu papel em "Central do Brasil".
Foto: Divulgação/OscarCom as indicações de “O Agente Secreto” ao Oscar de 2026 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Escalação de Elenco, o Brasil retornou à principal premiação do cinema mundial após um excelente ano para o setor. Em 2025, “Ainda Estou Aqui” havia sido indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz Principal.
O bom momento do cinema nacional impulsionou um recorde de indicações brasileiras ao Oscar. Ao todo, o País já concorreu à estatueta em 22 ocasiões diferentes, seja com produções nacionais ou coproduções internacionais. A primeira vitória, no entanto, só veio na temporada passada, com o prêmio de Melhor Filme Internacional concedido a “Ainda Estou Aqui”.
Na categoria de Melhor Filme Internacional, o Brasil foi indicado seis vezes: “O Pagador de Promessas” (1963), “O Quatrilho” (1996), “O Que É Isso, Companheiro?” (1998), “Central do Brasil” (1999), “Ainda Estou Aqui” (2025) e “O Agente Secreto” (2026). O diretor Walter Salles é o cineasta brasileiro com o maior número de indicações, tendo sido responsável pelas nomeações de 1999 e 2025.
A primeira indicação ocorreu em 1963, com “O Pagador de Promessas”, dirigido por Anselmo Duarte e inspirado na obra de Dias Gomes. Embora não tenha vencido o Oscar, o filme entrou para a história ao se tornar o primeiro longa sul-americano indicado à premiação. A obra também conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, feito inédito e até hoje único do cinema brasileiro.
Na década de 1990, o Brasil viveu um de seus melhores momentos no Oscar, com três indicações em um intervalo de cinco anos. Em 1996, “O Quatrilho” concorreu ao prêmio de Melhor Filme Internacional. Dois anos depois, foi a vez de “O Que É Isso, Companheiro?”, produção ambientada na ditadura militar e estrelada por Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães e Selton Mello.
Em 1999, “Central do Brasil” recebeu duas indicações: Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz Principal. Fernanda Montenegro acabou derrotada por Gwyneth Paltrow, enquanto o prêmio de filme internacional ficou com o italiano “A Vida É Bela”. Até hoje, o episódio é apontado como uma das maiores frustrações do Brasil na história do Oscar.
Outro momento marcante ocorreu em 2004, com “Cidade de Deus”. O longa de Fernando Meirelles foi indicado a quatro categorias — Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Fotografia —, mas saiu da cerimônia sem prêmios, após ser esnobado nas categorias principais.
Há ainda dois casos frequentemente citados, mas que não são oficialmente reconhecidos como conquistas brasileiras pela Academia. “O Beijo da Mulher-Aranha” (1986), de Hector Babenco, venceu o Oscar de Melhor Ator para William Hurt, mas é considerado uma produção norte-americana. Já “Orfeu Negro”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1960, é classificado como francês, apesar da forte participação brasileira.
O Brasil também já concorreu em outras categorias. “Raoni” (1979), “Lixo Extraordinário” (2011), “Sal da Terra” (2015) e “Democracia em Vertigem” (2020) foram indicados a Melhor Documentário. “O Menino e o Mundo” concorreu a Melhor Animação, e “Uma História de Futebol” foi indicado a Melhor Curta-metragem em Live Action.
Filmes brasileiros
• “O Pagador de Promessas” — Melhor Filme Internacional (1963)
• “Raoni” — Melhor Documentário (1979)
• “O Quatrilho” — Melhor Filme Internacional (1996)
• “O Que É Isso, Companheiro?” — Melhor Filme Internacional (1998)
• “Central do Brasil” — Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz (1999)
• “Uma História de Futebol” — Melhor Curta-metragem em Live Action (2001)
• “Cidade de Deus” — Melhor Direção, Roteiro Adaptado, Montagem e Fotografia (2004)
• “Lixo Extraordinário” — Melhor Documentário (2011)
• “Sal da Terra” — Melhor Documentário (2015)
• “O Menino e o Mundo” — Melhor Animação (2016)
• “Democracia em Vertigem” — Melhor Documentário (2020)
• “Ainda Estou Aqui” — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz (2025)
• “O Agente Secreto” — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Escalação de Elenco (2026)
(Com O Estado de S. Paulo)
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!