Domingo, 04 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Conheça personagens ativas no vai e vem da sedução

Compartilhe esta notícia:

Madame de Pompadour foi a quinta amante do rei Luís XV. (Crédito: Reprodução)

Na história da luxúria, Madame de Pompadour e Madonna têm mais em comum do que se pode imaginar. Amantes da diversão e focadas em suas funções, elas souberam usar o corpo em benefício próprio, construindo, assim, um círculo de poder, cada uma em sua época.

Pompadour foi a quinta amante do rei Luís XV, a primeira plebeia. Treinada nas artes das cortesãs, chegou à corte depois de casar-se com um nobre. Em quatro anos, tornou-se maîtresse-en-titre, “cargo” que exerceu por 20 anos, apesar de ser frígida. Soube entreter o rei com outras armas e foi uma rainha informal da França
Madonna está no outro extremo da parte que cabe às mulheres na história da luxúria. Surgida no início dos anos 1980, em pleno pós-feminismo, a rainha do pop não precisou casar-se, gerar um herdeiro ou entreter o rei para ganhar poder. Ao contrário, ela usou o sexo com autoridade, mesclando sacanagem nua e crua com mensagem política: falou sobre aborto, amor livre, levantou a bandeira da liberdade para o prazer e o corpo das mulheres. E nem falamos do hit “Like a virgin”…

“Grande parte da história da luxúria foi escrita pelos homens, já que por muito tempo as mulheres foram consideradas cidadãs de segunda classe”, explica o jornalista Maurício Horta. Comparando esses personagens, é possível perceber como o papel delas foi mudando no decorrer da história, passando de fonte da luxúria, o ser que faz o homem perder a razão, a uma sexualidade ativa, voltada para o próprio prazer.

 

Freud chamou atenção para a sexualidade feminina.

 
Como todos os sete pecados capitais, o conceito de luxúria é uma invenção cristã. Antes disso, os gregos falavam de autocontrole, os romanos de uma vida virtuosa — nada que colocasse o sexo como algo negativo, a ser evitado. Muito pelo contrário: em certas culturas antigas, o ato sexual se aproximava do sagrado, acontecendo inclusive durante cerimônias religiosas.

Quando o Papa Gregório I consolidou a lista dos pecados capitais, no século VI, ele os escolheu pela capacidade que tinham de induzir o indivíduo a outros pecados. A luxúria não é um ato específico, mas uma ideia que pode levar à fornicação e à sodomia, por exemplo. “A partir daí, a Igreja passou a ter controle sobre os pecados. Cada sonho tinha que ser contado no confessionário. O pior: como tudo era pecado, era impossível não ser um pecador”, diz Horta.

Ele conta que essas definições do que era proibido e aceito dentro de cada sociedade foram criadas para determinar a identidade de grupos diferentes: “As religiões monoteístas, por exemplo, instituíram que o pecado não atinge apenas o indivíduo, mas a Deus. É uma carga maior para as pessoas carregarem”.

Foi só com Freud e a psicanálise que um novo espaço para se lidar com a culpa foi aberto. Foi graças a ele também que as mulheres tornaram-se sujeitos de sua sexualidade.

“Quando Freud fala da histeria e das fantasias sexuais, ele abre a discussão para o que está no entorno das mulheres”, explica a psicanalista Mônica Donetto Guedes. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Gisele Bündchen recebe escolta policial em aeroporto
Para retirar coágulos que provocam AVC, médicos americanos estão usando stent removível
Pode te interessar