Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de janeiro de 2018
Conhecida por aqueles que desejam diminuir a flacidez, a radiofrequência vem tomando espaço no ramo estético. Atualmente o método de radiofrequência invasiva é considerado de maior eficiência e tornou-se grande sugestão entre os profissionais da área.
A radiofrequência é o uso do calor com o intuito de gerar uma lesão térmica controlada, tendo como um dos efeitos o estímulo do colágeno, uma vez que ele recebe ação de contração imediata, remodelação e formação (neocolagênese) a longo prazo. O procedimento pode ser realizado de forma transcutânea e invasiva.
A cirurgiã plástica, Marcela Benetti Scarpa explica a diferença dos dois procedimentos citados. “O primeiro processo tem a desvantagem da barreira da pele, que limita o aumento de temperatura (em torno de 42 graus), devido ao maior risco de queimaduras, tendo como consequência um menor efeito. Já na radiofrequência invasiva, o aquecimento é abaixo da pele, com otimização de resultados. Suas principais indicações são diminuição de gordura, quebra de fibrose e contração de pele para tratamento de flacidez”.
Este segundo método é realizado sob anestesia local, e sua aplicação é feita através de uma microcânula. Possui a vantagem de ser realizado em consultório e com recuperação mais rápida para pacientes que não desejam submeter-se a uma cirurgia. Essa técnica permite um aquecimento maior abaixo da pele, com menor transmissão na superfície cutânea e maior segurança.
Vale lembrar que a radiofrequência invasiva não substitui o procedimento cirúrgico quando o mesmo estiver indicado, tendo este último resultados superiores. De acordo com a doutora, o procedimento pode ser realizado para tratamento de flacidez de pele (pescoço, braços, coxas), fibrose, celulite, rugas finas, flacidez vaginal. Pode ser associado a cirurgias (como lipoaspiração), em um mesmo tempo ou após, para otimização de resultado.
Vale lembrar que a radiofrequência transcutânea pode ser realizada por qualquer profissional da área estética capacitado porém, a radiofrequência invasiva é de uso exclusivamente médico (dermatologistas e cirurgiões plásticos). “O uso sem conhecimento anatômico e fisiológico pode causar danos locais de difícil resolução, porém com profissionais capacitados é extremamente seguro. É uma nova tecnologia no Brasil que pode ser usada como mais uma opção no arsenal de tratamentos”, finaliza Marcela.
Aumento da procura
Com o aumento da expectativa de vida, crescem nos consultórios médicos as queixas relativas às alterações estéticas secundárias ao envelhecimento, como rugas, manchas e, principalmente, a flacidez em partes do corpo ou até mesmo na face. O cirurgião plástico Pedro Soler Coltro, da Divisão de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, explica que a flacidez nada mais é do que a falta de firmeza da pele, a qual pode ser causada por vários fatores – o principal deles é o genético.
“O que traz a firmeza da nossa pele e a sustentação para a nossa pele são principalmente as fibras de colágeno e de elastina, que todos nós temos, além de outros componentes”, explica o médico. Com o passar do tempo, porém, as pessoas tendem a apresentar uma perda ou uma diminuição dessas fibras. Alguns estudos apontam que, com cerca de 50 anos, nosso corpo produz somente de 35% a 40% do colágeno necessário para deixar a pele firme.
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