Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 15 de janeiro de 2016
Preocupado com o avanço da obesidade no País, doença que atinge um em cada cinco brasileiros, o CFM (Conselho Federal de Medicina) ampliou as indicações para a cirurgia bariátrica. Em resolução publicada no Diário Oficial da União, o órgão aumentou a lista de doenças que, se associadas a um grau médio de obesidade, habilitam o paciente a passar pelo procedimento.
A cirurgia segue sendo indicada para pessoas com IMC (índice de massa corpórea) acima de 40 ou aquelas com IMC a partir de 35, mas que já apresentam determinadas doenças associadas ao excesso de peso, as chamadas comorbidades. A principal novidade da resolução é que o número de doenças associadas aceitas passa de seis para 21.
Outras doenças
Na resolução antiga, de 2010, pacientes com IMC entre 35 e 40 e que tivessem uma das seguintes doenças poderiam fazer a cirurgia: diabete tipo 2, apneia do sono, hipertensão, displidemia (nível altos de gordura), doença coronária ou osteoartrites. A partir de agora, entram nesse grupo comorbidades como depressão, asma grave, infertilidade e disfunção erétil.
Segundo o vice-presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, a decisão se baseou em evidências científicas internacionais sobre os benefícios da cirurgia para pacientes que ainda não apresentam obesidade mórbida (IMC acima de 40). (AE)
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