Quinta-feira, 09 de julho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Conselho Nacional de Justiça recomenda aos juízes que arma-de-fogo seja apreendida em casos de violência doméstica

Compartilhe esta notícia:

O porte de arma confere um poder de autodefesa, mas também exige grande responsabilidade e autocontrole. (Foto: EBC)

Ao analisar um caso de violência doméstica, um juiz deve priorizar a apreensão de arma-de-fogo do agressor, além de suspender o respectivo porte do artefato, além das medidas protetivas de urgência que couberem no processo. O procedimento é fundamental para enfrentar a violência de gênero e, a partir de agora, consta em recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos magistrados.

A orientação foi aprovada pelo órgão em reunião no Plenário neste mês. O colegiado tratou da necessidade de apreensão imediata da arma do agressor em casos de violência contra a mulher, ainda que para isso seja necessária busca domiciliar ou pessoal.

O procedimento segue orientação da Lei nº Lei 11.340/2006, mais conhecida como “Maria da Penha”. Trata-se de um dos resultados do grupo de trabalho do CNJ criado por uma portaria especial no ano passado para elaborar ações de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

“Essa medida está em compasso com o dever do Estado de criar mecanismos para coibir a violência doméstica e em conformidade com o artigo 226 da Constituição Federal”, explica a conselheira Tânia Regina Silva Reckziegel, que acompanhar e monitora a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

“O Poder Judiciário vem apresentando novas ferramentas que têm por objetivo maximizar os resultados no combate a este mal, o que se denota pelo histórico de resoluções, recomendações e ações de conscientização implementadas e que apresentam resultados efetivos no enfrentamento da questão”, argumentou ela em relatório.

A magistrada pontuou que durante o preenchimento do formulário nacional de avaliação de risco, muitas vítimas declaram às autoridades que o agressor possui arma-de-fogo e munição, sem registro e em desacordo com determinação legal ou regulamentar.

“Além de agravar o risco a que está submetida, esse é um crime tipificado pela legislação penal que deve ser coibido”, completa a conselheira.

Suporte e acompanhamento

Outra recomendação aprovada em plenário também visa garantir os direitos humanos da mulher e da família envolvidas em situação de violência doméstica. O CNJ orienta que o magistrado, ao deferir medida protetiva de urgência, encaminhe a decisão aos órgãos de apoio do município, para o necessário apoio à vítima e monitoramento do agressor.

A medida é um passo para aumentar a possibilidade de sobrevivência e superação das vítimas por meio do acompanhamento psicossocial e reforça um instrumento prescrito na Lei Maria da Penha, que é o encaminhamento dos agressores à atendimentos em grupos reflexivos.

Um exemplo desse encaminhamento bem feito entre Justiça e município está em um programa do Sistema de Justiça de Tabapuã (SP), que implementou a parceria da prefeitura com o Judiciário, com queda no número de medidas protetivas de afastamento do lar, menos casos de revitimização e menos reincidência dos delitos dessa natureza, segundo apontou a conselheira Tânia em seu voto.

A recomendação do CNJ atende à Lei 11.340/2006, quando prevê que o Poder Público desenvolva políticas de garantia dos direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Conselho Administrativo de Defesa Econômica pede maior prazo para analisar operação de compra da telefônica Oi pelo consórcio da TIM, Claro e Vivo
Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões nesta quarta-feira
Pode te interessar