Domingo, 01 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Consórcio ou financiamento? Veja dicas para escolher a melhor opção na hora de realizar o sonho da casa própria

Compartilhe esta notícia:

Atual patamar da Selic impacta direta e indiretamente quem deseja contratar um crédito habitacional. (Foto: Reprodução)

A conquista da casa própria é um sonho para muitos brasileiros. Ao menos 18% das pessoas que vivem de aluguéis no País, o equivalente a 13,3 milhões de locatários, desejam ter um imóvel próprio, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Mas qual é a melhor forma de se comprar um imóvel: consórcio ou financiamento?

Para o advogado especialista em Direito Imobiliário, Leandro Sender, cada uma das modalidades possuem suas vantagens e desvantagens e cabe ao consumidor analisá-las para verificar qual delas se encaixa melhor em sua situação financeira. Entretanto, ele destaca que o financiamento é melhor para aqueles que querem usufruir logo do imóvel, já o consórcio é mais indicado para quem não tem pressa.

“Essa questão vai variar de acordo com o interesse de cada consumidor. O principal ponto a ser analisado consiste na urgência em se obter o imóvel ou se há possibilidade de aguardar. Caso o consumidor precise de um imóvel para residir em caráter imediato, o consórcio não é uma alternativa viável. Por outro lado, nos casos em que não existe essa necessidade, o consórcio pode ser uma opção interessante”, diz Sender.

Ainda segundo o advogado, apesar do financiamento possibilitar adquirir o bem de uma forma imediata, por outro lado ele é mais burocrático que um consórcio, pois exige do interessado uma série de documentos e requisitos.

“No financiamento, o banco faz uma análise de crédito e verifica se existe alguma restrição em seu nome. Já o consórcio possui um nível burocrático menor para entrar. Além de não exigirem valor de entrada ou parcelas intermediárias, e também de não terem cobrança de juros. Já a desvantagem é a incerteza de quando se receberá o imóvel”, pondera Sender ao lembrar que no consórcio o consumidor depende do sorteio ou da oferta um lance para se contemplado mais rapidamente.

Outro ponto do consórcio destacado como negativo por Sender é a cobrança do fundo de reserva, que consiste em uma garantia para cobrir eventuais inadimplentes. “Sempre existe o risco deste fundo não ser suficiente para sanar a mora integral, o que poderá gerar um grande risco aos demais consorciados. Nesta situação, é provável que a administradora do consórcio convoque uma reunião para deliberar sobre a situação, sendo certo que muitas vezes ao final do grupo há rateio de saldo credor proveniente desse fundo de reserva”, explica.

Já o CEO da Start Investimentos, Eric Labes, chama atenção para um outro fato: quanto maior for a taxa Selic, maior será o custo do financiamento bancário. “Nesse caso, o consórcio começa a ser mais vantajoso, pois como ele não tem juros, só a taxa de administração, a modalidade fica mais competitiva”, opina. Tal visão é comprovada por dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), no qual é possível verificar um aumento de 18,3% entre janeiro e setembro deste ano no número de consócios.

Por fim, Leandro Sender lembra que, caso o consumidor opte pelo consórcio, é preciso verificar se a empresa está autorizada pelo Banco Central para realizar este tipo de negociação. “Já, na hipótese de optar por um financiamento, é recomendável pesquisar instituições que ofereçam taxas de juros mais baixas”, recomenda.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

André Gonçalves tentou empréstimo de 450 mil reais para pagar pensões, mas dívida na Receita Federal travou negociação com banco
Senado escolhe Antonio Anastasia para ocupar vaga no Tribunal de Contas da União
Pode te interessar