Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Acontece Construção do Brasil de amanhã passa por reformas estruturais no setor público, dizem painelistas no Fórum da Liberdade

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(Crédito: Fernando Conrado)

O painel “Construindo o Brasil de Amanhã” durante o segundo dia do Fórum da Liberdade 2019, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), debateu mudanças pertinentes para o país destravar o crescimento. Entre os participantes estavam o economista e CEO Instituto Insper, Marcos Lisboa, o CEO do Grupo Iguatemi, Carlos Jereissati Filho, e o Secretário do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

O economista, Marcos Lisboa, afirmou que o Brasil está ficando mais pobre em relação ao restante do mundo. “Ao longo prazo, os crescimentos medíocres terão impacto significativo para o Brasil. Na última década, os países emergentes dobraram sua renda, o país mais rico do mundo cresceu 48%. Enquanto isso, o nosso país cresceu 18%”, disse. Sobre a questão da previdência brasileira, o palestrante informou: “Temos um país jovem, entretanto gastamos o três vezes mais comparado ao Japão, que possui uma população mais idosa”.

Lisboa deu afirmou que “a sociedade brasileira está cansada de ouvir que pertence a um país de potencial que nunca muda”, e completou: “O Brasil é pobre. Se dividíssemos a renda de todos com o número da população brasileira, teríamos uma média de 2,5 mil a 3 mil reais mensais. Nossa renda é um quarto comparado ao valor americano e a metade do chileno”, relatou. O desafio, para Marcos Lisboa, é a produtividade e listou alguns fatores que justificam o porquê produzimos menos com a mesma capacidade de capital e mão de obra: baixa educação; infraestrutura deficiente; e a complexidade de funcionamento do mercado. “Precisamos de uma agenda liberal para colocar as mudanças em prática. É necessário enfrentar os problemas e não é uma mudança para ano que vem, mas, sim, algo para a próxima década. O custo será alto, precisamos de políticas de transição para enfrentar essa mudança”, conceituou.

O CEO do Grupo Iguatemi, Carlos Jereissati Filho, seguiu a linha de transformação para desenvolvimento do país. “O nosso desafio é plantar para que as próximas gerações possam colher. Como foi com o controle da inflação, certa vez, reunimos pessoas sérias e competentes para conseguirmos resolver e dar um salto no país. Devemos reencontrar o caminho de volta para o crescimento”, relatou. Segundo o empresário, é preciso identificar, apoiar e capacitar, as lideranças de qualidade no setor público para, cada vez mais, tornarem-se capaz de realizar a transformação necessária. “É preciso disseminar boas práticas para a máquina pública e queremos que os prefeitos e lideranças políticas se incomodem com resultados positivos de outros estados e busquem aprimorar resultados”, disse.

Já o Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, destacou o empenhos dos profissionais envolvidos com a gestão pública. “Acredito que todos os servidores têm uma responsabilidade muito grande sobre a situação atual do país. Sempre culpamos os políticos, mas eles são temporários. O servidor não, ele tem o poder de impedir gestores ruins e políticas equivocadas. Vimos muitas coisas inaceitáveis nos últimos anos. “É o momento de começar algo novo para mudarmos a sociedade brasileira. Temos muito para melhorar e a máquina pública tem responsabilidade direta sobre isso”. Uebel disse que o Brasil ainda é um ambiente ruim para negócios, por, segundo ele, criar uma estrutura fértil para a corrupção. “Existem falhas de mercado, mas elas não se comparam com as falhas de governo. O exemplo da Venezuela é gritante. Governo socialista, intervencionista e que não respeita a liberdade individual”, finalizou.

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