Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2015
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que estima uma queda de cerca de 15% no valor da tarifa extra da chamada bandeira vermelha, provocada pelo desligamento de usinas térmicas, cuja geração é mais cara. Conforme estimativa do setor elétrico, o impacto no valor final da conta de luz do consumidor deverá ser de 1%. A redução acontecerá no mês que vem.
As bandeiras amarela e vermelha são tarifas pagas a mais pelos consumidores quando há nível elevado de geração de energia por termelétricas. Como o custo de gerar por térmicas (média acima de 400 reais por megawatt-hora) é maior que o de gerar por hidrelétricas (média abaixo de 100 reais por megawatt-hora), o consumidor paga a diferença.
Caso não houvesse uso de térmicas, ou se ele fosse pequeno, a bandeira seria verde, sem aumento de custo para o consumidor. O anúncio de que o valor da bandeira vermelha cairia foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, ao lançar o Programa de Investimento em Energia Elétrica.
Na semana passada, o governomandou desligar 21 térmicas que geravam energia mais cara, acima de 600 reais por megawatt-hora. Com isso, haverá uma redução do custo estimado com térmicas de 5,5 bilhões de reais até o fim do ano. Não haverá mudanças na tarifa normal cobrada dos consumidores, o que faz com que, em média, o valor total das contas de energia devam se reduzir em algo próximo de 1%. Em fevereiro, a Agência Nacional de Energia Elétrica havia aumentado em 83% a tarifa extra na bandeira vermelha, que passou de 3 reais para 5,50 reais a cada 100 kilowatt-hora consumidos.
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