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Convivência cada vez mais difícil.

Eliseu Padilha (Foto José Cruz/Abr)

Armando Burd

A divisão do PMDB se torna fratura exposta.

O ministro Eliseu Padilha, como integrante do conselho político do governo, tem tarefa adicional neste fim de semana: acender um fósforo úmido para que Michel Temer e Renan Calheiros fumem o cachimbo da paz. Os dois divergem sobre alinhamento com o Palácio do Planalto. Se sobrar tempo, Eduardo Cunha poderá dar também uma baforada.

É curiosa a situação: enquanto o PSDB, principal força da oposição, dorme em berço esplêndido, o governo enfrenta conflitos frequentes com o PMDB, tido como aliado. Agora, há fortes evidências para duvidar do apoio. Dentro do PT, cresce movimento para dar um basta. Na próxima semana, o presidente nacional, Rui Falcão, buscará conversa direta com o comando peemedebista. Até as xícaras da mesa vão balançar.

 

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