Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2026
O boicote das seleções europeias à Fifa vai afetar a Copa do Mundo Feminina 2027. A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) se posicionou, nessa quinta-feira (30), contra a proposta da Fifa de vender as ações para empresas e as 55 federações nacionais filiadas rejeitaram de forma unânime. Por conta disso, as seleções vão ficar fora das competições enquanto ela for considerada, incluindo o Mundial, que acontecerá em 2027 no Brasil.
O próximo compromisso das seleções da Uefa é a Copa do Mundo Feminina sub-20, que está marcado para acontecer na Polônia, entre os dias 5 e 27 de setembro, e conta com a participação de seis seleções europeias.
Em seguida, em outubro, acontecem os playoffs da Uefa para a Copa do Mundo Feminina 2027, e conta com a participação de Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Além disso, o Mundial sub-17 também em outubro será mais um torneio afetado, com cinco seleções da Europa.
A proposta de vender as ações para empresas foi feita pela Fifa na última semana e a Uefa foi uma das primeiras organizações a se posicionar contra, recebendo ainda o apoio da Concacaf, confederação da América do Norte, Central e Caribe, e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Essas três confederações representam 143 dos 211 membros da Fifa, ampla maioria.
A Uefa convocou uma reunião emergencial nessa quinta-feira para discutir uma resposta e com votos das 55 federações nacionais filiadas a ideia da Fifa foi rejeitada de forma unânime. Esse boicote da Europa será para todos os torneios da Fifa.
Entenda o caso
Centro da polêmica que revoltou Uefa e federações filiadas, a empresa a ser criada é a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária cujo controle majoritário seria da Fifa. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.
A Fifa acredita que a FFE valeria no total US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, diz que a venda do equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações significaria que os investidores privados seriam minoritários na nova empresa.
Com o dinheiro arrecadado, a Fifa promete aumentar a quantia distribuída para a federação de cada país membro da entidade. Atualmente, ela paga R$ 41 milhões para cada país. Caso o plano fosse aprovado, a quantia poderia chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038.
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