Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de maio de 2016
Grávida de sete meses, Isabella Villela, 30 anos, contraiu a gripe H1N1 e ficou uma semana entre a vida e a morte. Uma técnica em que equipamentos executam as funções de pulmões e coração foi o que salvou mãe e bebê.
Na América do Sul, esta foi a primeira vez que a chamada Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês) conseguiu evitar a interrupção da gravidez em uma paciente com insuficiência respiratória aguda.
“Comecei a tossir e a ter febre baixa, de 38 graus. Tentei resolver em casa, chupando pastilhas. Após três dias procurei os médicos: a tosse piorou tanto e tão rápido que parei de respirar”, conta a moça, que desenvolveu pneumonia.
Segundo o Ministério da Saúde, gestantes integram o grupo prioritário para receber vacinas nos postos de saúde durante as campanhas de imunização contra a gripe, como a que está em vigor até o próximo dia 20. Grávidas são quatro vezes mais suscetíveis do que a população em geral a terem complicações severas causadas pelo vírus H1N1.
Na madrugada de 16 de abril, Isabella foi internada em um hospital, onde permaneceu por três semanas – uma das quais em coma induzido, submetida à ECMO.
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